segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[RASCUNHO] W - Two Worlds (dorama)

~Publicado originalmente em redes sociais~


W - Two Worlds

A cada reviravolta desse dorama eu ficava que nem o meme: "Que viagem é essa, véi?". W une elementos de dorama com quadrinhos e se aproveita disso pra contar a história. É tanta coisa acontecendo que toda a ideia de poder entrar na história e influenciar seu rumo, a ideia do criador contra a criação, etc, servem apenas como uma base pra toda uma complexidade maior. O dorama brinca com a ideia de quadrinhos, do formato, dos clichês, e cada vez mais que a protagonista do dorama se envolve com o protagonista da hq, as coisas começam a mudar de forma grandiosa.

Uma das reviravoltas ainda nos primeiros episódios brinca com a noção dos personagens estarem numa hq. E se algum deles soubesse que vivia numa ficção? O que ele faria? Isso abre diversas possibilidades a serem exploradas. A maioria é bem inesperada. São detalhes aqui e ali aproveitados que geram mudanças radicais na trama.

Após os primeiros episódios senti que o dorama tava mudando, parecia que iria passar a priorizar romance e comédia em vez de drama e ação, mas tudo fazia sentido. O dorama ironizava a si mesmo através da hq e deixou pistas claras sobre isso, como a do professor da protagonista reclamando que a hq tava perdendo o foco ao introduzir romance e ela dizendo que até os heróis podem ter esse momento romântico. E isso acarreta em consequências sérias na história. Ora, é uma hq de drama que vira romance. Óbvio que algo de muito ruim vai acontecer. Tudo no dorama tem sentido, até mesmo os clichês são propositais, pelo menos dentro da hq (dentro do dorama em si é outra história, embora possa ser explicado/desculpado com base na hq).

O último episódio é bom, mas senti que poderia ter sido melhor. Também cansam com um reaproveitamento de ideia, apesar de fazer sentido dentro do contexto, o que dá prá deixar passar. Nada que atrapalhe na história em geral e tire a genialidade que W foi, ainda mais se pensarmos que a obra se utiliza de clichês pra fazer algo original. É tanta coisa acontecendo que compensa tudo. Meu destaque de personagem vai para o assassino da história. De mera citação, de mero personagem que serviu pra iniciar a trama do herói e depois sumiu, passa a ganhar importância quando a verdade começa a ser revelada, e a verdade é sinistra, muito sinistra.

domingo, 13 de novembro de 2016

[RASCUNHO] Nine Muses of Star Empire

~Publicado originalmente em redes sociais~

Documentário da BBC sobre o lado negro do kpop. Finalmente pude conferir a versão completa em vez da resumida. Em certo ponto é deprimente e mostra o kpop pelos bastidores. No caso, através do grupo 9Muses, que estava se preparando para debutar.

Basicamente se divide entre momentos delas como grupo (coreografia, festivais, ensaio fotográfico, gravação, etc) e, em certas partes, conseguem transmitir um lado mais pessoal delas, o lado de insatisfação com tudo aquilo. Dá pra notar o terror psicológico que acontece na agência. O tempo todo elas são chamadas a atenção, recebem bronca, são criticadas. O padrão do kpop é a perfeição, tudo programado perfeitamente num modelo padrão que nem uma fábrica. Elas chegam a chorar querendo que tudo aquilo acabe, porque nunca nada parece estar bom e quando finalmente parece estar, não está porque algo ruim acontece e a realidade cruel volta a tomar conta. A cena do hospital onde elas são diagnosticadas com baixa estima mostra isso. Se as coisas fossem boas, não teriam motivos pra elas estarem tão desanimadas, Afinal, elas seriam estrelas, famosas, artistas.

Podemos ver os momentos citados em cenas como quando o pessoal da agência obriga elas a verem a gravação da apresentação do grupo na tv diversas vezes até notarem todos os erros cometidos por elas. Pior: Mesmo que eles reconheçam que o problema não seja só delas (o doc não entra muito na questão, mas deixa a perceber que a música e coreografia eram problemáticas). Podemos ver também quando eles tão lendo os comentários negativos do grupo, chamando elas de feias, dizendo que não sabem cantar, etc, o que divide a equipe (um deles até tenta acalmar a situação dizendo que grupos famosos também são assim, só que eles transpiram mais confiança, algo que o grupo deles precisa). Temos também os momentos de quando alguma das integrantes está doente, mas mesmo assim ela tem que treinar, tem que se recuperar de qualquer forma. Outra quando elas se acidentam e mesmo assim ensaiam, com machucados e tudo mais. É muito dinheiro investido nelas e elas tem que recompensar a empresa. E sobre o padrão de beleza, tem uma cena que mostra que a empresa segue a risca o padrão da mulher jovem, alta, magra e bonita, quando decidem escolher uma nova integrante pro grupo. Cantar é opcional em alguns casos (quem não sabia disso, fique sabendo, porque tem integrante em grupo de kpop que só tá ali pra ser modelo, e o doc deixa isso nítido até demais), o que leva a outras cenas também como a do "o que eu estou fazendo aqui?" e a do "me diga a verdade: eu posso realmente cantar?". O próprio compositor destaca que algumas tem vozes ótimas, outras não. O 'básico' mesmo é estar em todos os padrões e saber dançar, se 'comportar' na frente da mídia, cuidar da imagem, coisas assim.

A pressão é tanta sobre elas que o tempo todo vemos comentários sobre elas quererem sair do grupo. É como se o grupo, desde o início, fosse feito pra dar errado. Uma delas inclusive sai antes mesmo do debut. Por falar em debut, elas não conseguem estrear bem. Chega a ser macabro ver como pelas câmeras tudo parece perfeito, mas por trás daquilo há basicamente trevas. Não que as pessoas envolvidas sejam más, a questão é mais profunda. O trabalho de alguns exige rigidez, o que pode tornar a imagem dessa pessoa ruim. Em entrevistas, o diretor até disse que não foi a intenção dele, porque ele conviveu com todos ali e soube das coisas muito além do que ele pode registrar. Ele entendeu o motivo daquelas atitudes, mesmo achando cruel. O grande problema de tudo mesmo é esse formato de trabalho. Não que todos sejam assim, mas se isso aconteceu com um grupo de uma empresa, o que impediria de acontecer com vários outros? Pois é, nada.

O encerramento, depois de um longo processo de cenas de ensaios, algumas de choros, lamentações, etc, mostra o que aconteceu com cada uma após o documentário. É o mercado competitivo, elas sabiam dos riscos e não suportaram viver sendo tratadas como estavam sendo. Tem gente que suporta, e isso é doentio, mas quem sou eu pra julgar? Cada um decide até que ponto e de que forma os sonhos devem ser alcançados. Algumas inclusive o doc diz terem continuado no ramo musical. A imagem do grupo atualmente mudou bastante (literalmente, até porque é cada entra e sai de membros), mas isso foi um marco, principalmente porque a empresa teve polêmicas que ocorreram depois e esse caso foi lembrado.

Em geral é um bom documentário, consegue passar sua mensagem. "Este poderia ter sido um belo documentário", mas o mundo é cruel. Senti que poderia ter sido melhor em alguns aspectos. Além dos já citados anteriormente, senti falta de mais depoimentos, por exemplo, mais relatos das integrantes, até mesmo dos ceos, staffs, managers e tal. Mas entendo que o responsável pelo longa teve que seguir algumas regras, afinal, ele tava filmando um grupo com permissão da própria empresa. Ele disse numa entrevista que tiveram algumas condições e uma delas era não ir contra as decisões da agência. Foi uma situação complicada, acredito que se ele tivesse feito algo que não podia ali, não teríamos esse registro. Relevando isso, continua um interessante documentário para os fãs de kpop e uma forte recomendação antes de sair amando ou odiando os artistas. Eles batalham duro pra conquistarem seus sonhos, mesmo que pra isso tenham que "perder a humanidade", como é dito numa das últimas frases.

[RASCUNHO] Ponto de Vista (2008)

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Premissa interessante e formato para poucos torna o filme curioso, mas se perde em alguns momentos e não vai além do que deveria. No filme, alguém atira no presidente dos EUA e explode umas bombas. Essa é a história.

A cada momento, o filme vai contando o ocorrido através do ponto de vista de um personagem diferente (daí o título traduzido, que se encaixou muito bem). Começa com a equipe de telejornal, passa pros seguranças do presidente, pro suposto policial, pro turista, e assim vai. Chega uma hora que isso começa a cansar, não só pelas cenas que se coincidem como tb pela quebra de clímax, já que, a cada "ponto de vista", conteúdos são adicionados e, bem na hora que algo inédito acontece, o filme volta no tempo pra contar outro ponto de vista.

Apesar desse lado negativo, o formato é positivo quando a questão é mostrar como diferentes pessoas veem um acontecimento. Isso torna o filme interessante, essa enganação, essa forma de contar a história, de mostrar como uma pessoa pode presenciar algo e interpretar o ocorrido de forma errada. Claro, tudo dentro do contexto da trama, que não explora tanto assim esse potencial, mas entrega a ideia e cumpre o que promete.

É uma premissa simples, digna de curta, estendida para diversos personagens. Independente disso, faltou mesmo um encerramento menos brusco, porque deixaram muitas dúvidas em aberto. No mais, é um bom filme que poderia ser melhor.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

[RASCUNHO] The Himalayas

~Publicado originalmente em redes sociais~

The Himalayas

Apesar de eu não ser muito chegado em filmes do tipo, como tinha visto o filme americano Everest, lançado meses antes desse, decidi dar uma chance também para o coreano The Himalayas. Isso porque ambos são baseados em fatos e se passam no mesmo lugar, mudando a data e a equipe. Porém são filmes completamente diferentes. Infelizmente a versão coreana é mais desconhecida, mesmo com as notícias que circularam parte do mundo dizendo que The Himalayas venceu Star Wars VII em sua bilheteria de estreia na Coreia do Sul.

O filme se divide entre momentos humorados e dramáticos. A maior parte do humor está presente antes da grande tragédia (que é revelada já na sinopse do filme e provavelmente no trailer, ou seja, só quem ver sem saber de nada irá se surpreender nesse quesito). Mesmo com certa alternância entre dois personagens em destaque, o principal mesmo é o capitão Um Hong-gil. O que divide espaço é o Park Moo-taek.

O tom cômico inicial dá um ar de graça a situação e um apego rápido aos personagens. Quando chega a tragédia, porém, o humor esfria (com perdão do trocadilho) e dá lugar a um forte drama que literalmente ultrapassa o Everest.

A trama percorre anos de história, mas nem sempre o filme deixa isso claro, cabendo ao leitor bastante atenção para perceber que um tempo se passou desde a cena anterior. O mesmo vale para as poucas cenas de flashback que ocorrem mais pro final do filme.

Boas atuações, trilha adequada e efeitos dignos fazem de The Himalayas uma interessante recomendação para quem gosta de filmes do gênero e procura algo diferente.

[RASCUNHO] Yeh Jawaani Hai Deewani

~Publicado originalmente em redes sociais~

Yeh Jawaani Hai Deewani

Vi por recomendação das cenas musicais, então nem tava me preocupando muito com a história. No início pensei que seria mais um drama romântico adolescente daqueles clichês da nerd e do popular que se apaixonam, mas aos poucos foi dando lugar a um drama romântico mais adulto.

A primeira parte do filme serve como um grande flashback, se passando oito anos antes, contando o começo da relação entre a garota nerd e o trio de amigos que só queriam curtir a vida (todos antigos "colegas de classe"). A primeira meia hora é sem graça e não dá indícios de melhora, mas depois as coisas lentamente vão ficando boas, naquele estilo sempre envolvente dos clichês românticos.

A segunda parte do filme já se passa no 'presente', com os personagens mais crescidos e seguindo suas vidas. É aqui que vemos como a vida adulta acabou com toda a magia da adolescência dos personagens. Ao se reencontrarem, pensamentos e reflexões vem a tona, envolvendo amizade, amor, família e vida profissional.

Enquanto na primeira parte temos a garota nerd como protagonista, na segunda as coisas mudam para o cara popular, que agora amadureceu bastante. Essa mudança de foco chega a ser interessante, mas a verdade é que todos tem seus espaços, incluindo os outros amigos.

A trilha sonora é ótima e com certeza entra pra minha lista de preferidos nesse quesito. Quanto ao filme, a primeira parte pode deixar a desejar por um bom tempo, mas a segunda não. Seu clima misto de depressão e alegria não o deixa ser tão romântico quanto poderia ser (felizmente), o que é ótimo para mexer com o público e deixar a incerteza na mente sobre como tudo aquilo irá terminar.

[LEO NERD] Batman - A Piada Mortal

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[LEO NERD] Sharknado: Corra Para o 4º

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Batman: A Piada Mortal

~Publicado originalmente em redes sociais~


Batman: A Piada Mortal

Difícil não criar hype para uma animação baseada num ótimo clássico, ainda mais quando colocamos Batman e Coringa na mesa história. A animação de A Piada Mortal consegue adaptar a hq de forma bem fiel até, pelo menos no quesito de acontecimentos, diálogos, enquadramentos, etc, mas erra no ritmo e seu acréscimo de conteúdo não é marcante, apesar de necessário. O resultado é uma animação "montanha-russa", ora bom, ora não ruim mas deixou devendo algo.

Por mais que a ideia de inserir a Batgirl e desenvolver sua personagem na trama fosse ótima e necessária, algo que eu mesmo gostaria de ver, entregaram algo 'nada demais', que cumpre sua função mas não marca (nem a polêmica e duvidosa cena envolvendo ela e o Batman). Além, fizeram ela parecer a protagonista, enquanto a história sequer é dela, o que deixa bem claro na segunda metade do filme, quando realmente A Piada Mortal é adaptada.

Ainda que alguns diálogos sejam bons nas hqs, na animação pareceu forçada, como se um livro tivesse sendo citado (o que não deixa de ser verdade), como na cena do Batman interrogando o Coringa antes do caos começar. A animação está repleta de bons diálogos, mas nem sempre eles se encaixam com perfeição a cena. Mas o que deixou a desejar foi o estilo da animação, soando mais cartunesco que de costume (e mais ainda durante os flashbacks).

Toda a parte que adapta A Piada Mortal é previsível para quem leu a hq, mas dá pra marcar. Coringa insano praticando crueldades pouco exploradas envolvendo nudez e abuso. Só senti que não marcou tanto quanto esperava. Talvez por já saber a história e seguirem fielmente, mas sem o peso das hqs, por mais que seja sério. Mas ele tá lá, doentio como nunca.

Apesar das falhas, A Piada Mortal ainda assim é uma boa animação, mas prejudicada pelo próprio hype, não só por ser uma adaptação de uma hq clássica, mas tb pela DC ser conhecida por suas animações de qualidade.

domingo, 17 de julho de 2016

[LEO NERD] Hardcore: Missão Extrema

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[LEO NERD] Batman vs Superman: A Origem da Justiça - Edição Estendida

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[LEO NERD] The Hobbit: The Tolkien Edition

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domingo, 22 de maio de 2016

Assassination Classroom (Ansatsu Kyoushitsu) (mangá)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Assassination Classroom (Ansatsu Kyoushitsu)

Com um humor duvidoso, Assassination Classroom foi muito além de alunos tentando matar seu professor. Foi uma história de vida, aprendizagem e superação. Uma lição de como ser uma boa pessoa. Um modelo de como um professor deve ser em relação aos seus alunos, modelo esse que está em falta nos dias de hoje. Lembro quando comecei a ler esse mangá, ainda em sua época de estreia, quando nem tinha site traduzindo frequentemente os capítulos. Depois de um bom tempo sem ler, descobri que já estavam traduzindo, assim como a confirmação do lançamento no Brasil. Voltei a ler esse ano disposto a ir até o fim. Coincidentemente, o mangá foi encerrado esse ano também. Que história! Vai deixar saudades. A premissa viajada foi o que mais chamou a atenção. Um polvo supostamente destruiu a Lua e disse que iria destruir a Terra em um ano. Para tentarem impedi-lo, uma classe rebaixada de uma escola conceituada começou a ser treinada para matá-lo, sendo ele mesmo o professor. Com esse objetivo, a história acompanhou e desenvolveu a relação professor-aluno e se utilizou do cotidiano para seu foco: Mostrar os alunos sobrevivendo as dificuldades do dia a dia (pressão, humilhação, coisas do tipo), enquanto pensavam em seus futuros e treinavam para se tornarem não só assassinos, mas pessoas de caráter. Dá pra estranhar a trama, que rende momentos bizarros e hilários, com crianças sorrindo enquanto tentam matar seu professor ao mesmo tempo que estudam, mas acredite: Ela é ótima. Mesmo com tanto humor, ainda temos o lado dramático quando é necessário. O mangá acaba sendo uma mistura de gêneros, com arcos que podem ser bem diferentes um dos outros, mas nada que não fuja do padrão japonês. Composto de um envolvimento especial com o leitor, pode-se até ignorar os defeitos que a história possui, como alguns arcos que não acrescentam nada de significante na trama, soando como momentos de service com clichês básicos japoneses que eu particularmente não curto. Felizmente, o mangá salva a si mesmo desses momentos de mesmice graças a própria trama, que é mostrar os alunos criando meios de assassinar seu professor, então nada é realmente em vão. Quanto mais me aproximava do final, mais a curiosidade aumentava. Reviravoltas inesperadas aconteciam para que tudo não se tornasse repetitivo. Introdução de novos personagens, retorno de antigos, mudanças drásticas nas relações dos personagens, coisas básicas para uma história prosseguir. Além, claro, de reviravoltas marcantes. Assassination Classroom foi um ótimo mangá de acompanhar, e olha que raramente acompanho algum. A ideia de usar técnicas utilizadas para o mal em coisas boas foi uma sacada ótima, mostrando que, quando a arma está em nossas mãos, nós temos o poder de salvar ou destruir. As críticas sociais presentes na história foram bem feitas e deixaram claro seus reais motivos. No fim, a história foi uma grande lição de como ser um professor de verdade e o quanto ele tem a ensinar sobre a vida para seus alunos.

sábado, 7 de maio de 2016

Os Dez Mandamentos - O Filme (2016)

~Publicado originalmente em redes sociais~

Os Dez Mandamentos - O Filme (2016)

Eu disse que ia conferir, não disse? Pois então. Vi o filme e alguma intervenção queria fazer eu parar de ver, porque o filme travou duas vezes e congelou a tv. Mesmo assim continuei e vi todo o longa. A primeira coisa que me veio em mente ao terminar foi: "Porque, Record?". Em parte é ruim, em parte é bom, e explicarei melhor a seguir.

Todo mundo já sabe que o filme na verdade é um resumo de umas 200 horas de novela em duas horas de longa, correto? Não, mas a maioria deve saber (espero). Então deve-se esperar uma novela, e não um filme, certo? Não, porque eu quero ver filme, não novela. Mas se é uma novela disfarçada de filme e eu vi porque quis, não posso ficar reclamando disso, posso? Poder até posso, mas tentarei ser bonzinho.

Cheguei a ver algumas matérias na Record na época que anunciaram o filme, sobre a conversão cinematográfica, a melhora de qualidade, etc. Nada disso funciona, porque o filme continua parecendo novela. Fica na cara que o filme é um resumo, e nem precisa entender de cinema pra isso e talvez nem saber que existe novela. As passagens de cenas deixam claras. Enquanto em umas são bem feitas, outras simplesmente começam do nada e mostram conteúdo que qualquer um que não conheça toda a história de Moisés fique confuso. Felizmente o filme tem bons momentos e não fica o tempo todo jogando informações no público e largando depois. Não o tempo todo.

Lembro dos comentários sobre quão magnífico havia ficado os efeitos. Pra uma novela brasileira ficou ótimo, pra uma série normal ficou como deveria ficar, mas pra cinema ficou ultrapassado demais. Vale ressaltar que há filmes com qualidade muito pior, mas o caso aqui é especial por se tratar de cinema, mesmo sendo um resumo de novela.

Falando em resumo, não achei tão corrido quanto falavam. Lendo algumas críticas então entendi que muitos acharam a primeira metade muito corrida e só depois o filme começou a andar mais devagar. Realmente, passado o início, o filme sai tacando acontecimentos variados pra só depois parar e seguir mais tranquilamente, mas sem parar.

A história de Moisés já foi contada várias vezes e aqui não é diferente. Apenas recontaram a história mudando algumas coisas, considerando como licença poética. Teve gente que gostou, mas também gente que se revoltou e considerou heresia. Não lembro tudo o que tá na história bíblica, mas estranhei muito alguns momentos. Pela obra que originou o filme se tratar de uma novela, dá pra entender os acréscimos e as interpretações. O que realmente achei desnecessário foi Josué relembrar a história de Moisés. Soube que as tais cenas adicionais e final inédito não são novidade nenhuma, primeiro porque não acrescentam em nada na trama e segundo porque a novela ainda contará mais coisas, enquanto no filme encerram de vez a história de Moisés, sobrando assim a de Josué para contar.

Sobre a parte visual, não dá pra comentar muito, já que é uma produção de tv, mas dá pra deixar passar. Sobre as atuações, tem umas sofríveis e outras ok. Uns fazem seu papel, outros soam caricatos demais. Peço desculpas aos que eu ri kk sobre a trilha, sem reclamações, só elogios na verdade.

Agora uma coisa que me incomodou mais que as passagens repentinas e a falta de desenvolvimento em alguns momentos foram o modo de dialogar. Simplesmente saíram falando normalmente, com sotaques e entonações que não lembra aquele povo. Fiquei esperando alguém soltar uma gíria. Sério.

Outro incômodo foi a narração. Em alguns momentos até ajudou a explicar as coisas nas passagens de tempo, mas na maior parte apenas disse o óbvio, como se o público não já tivesse vendo que aquilo que o narrador disse já havia acontecido ou estava acontecendo.

Os Dez Mandamentos passa bem longe de ser uma perfeição e também não chega nem perto de versões anteriores como a dos anos 50, considerada a "definitiva", mas não é um lixo completo como muitos andam dizendo. Como cinema falha miseravelmente, mas como filme-resumo até que está bem feito. Já vi coisas muito piores que isso, muito mesmo. Então é aceitar que é um filme-resumo de novela e ver com essa mente pra então aproveitar o longa.

Pior de tudo mesmo é a exploração exagerada que estão fazendo com essa novela: Livros, peça teatral, bijuterias, esmaltes... Sim, podem pesquisar que é tudo real. Só o que é boato é sobre o desenho animado, até então nada confirmado. E preparem-se para mais, porque a segunda temporada da novela tá aí e não duvido que tudo se repetirá.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Produce 101 (programa musical)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Grande surpresa esse programa. Gostei muito do formato. Geralmente o padrão dos programas musicais é aquele de ir eliminando metade por metade, mas já sabia que Produce 101 fugia desse formato. Apesar de já ter visto apresentações de vários outros programas (coreanos), esse foi o primeiro que acompanhei todos os episódios (mesmo com longa duração, foram apenas 11 episódios). 101 trainees (todas garotas) de 50 empresas diferentes disputando 11 vagas para formar um grupo de kpop durante 1 ano.

Sério, quero mais disso. E vou listar os motivos que fizeram esse programa ótimo

- Treinamento antes de eliminação Depois das classificações e reclassificações iniciais, as trainees foram treinadas para se apresentarem. Ou seja Mesmo indo mal na apresentação inicial, a trainee era posteriormente treinada para assim se apresentar novamente.

- Público como jurado Tenho minhas ressalvas quanto a isso, mas o povo é quem decidia quem continuava ou não. Por um lado isso trouxe uma interatividade maior ao programa, mas por outro fiquei com medo de votarem apenas nas populares. Felizmente as surpresas foram boas.

- Avaliação em quesitos Para entender melhor o programa deve ter certo conhecimento do mercado musical e do kpop, especialmente em como são formados grilgroups. Então, naquela busca por perfeição, diversos pontos são avaliados. Os dois principais são saber cantar e dançar. Não adianta saber cantar mas não saber dançar. E os avaliadores pegavam pesado mesmo. A pessoa pode ser a mais gente boa de todas, mas se errar, leva bronca e o clima fica sério. Claro que teve elogios, mas nos momentos adequados.

- Avaliadores Os avaliadores foram pessoas famosas do ramo que entendem do assunto, como a Kahi (ex-After School), Cheetah e JeA (BEG).O apresentador foi o Jang Keun Suk, o Príncipe da Ásia, que chegou a avaliar no início também. Cada um é experiente numa área diferente, o que equilibrou na hora de avaliar.

- Participantes em desenvolvimento e experientes Apesar de diversas trainees que nunca saíram das agências, no meio haviam algumas relativamente famosas, inclusive trainee que saiu de grupo, que o grupo acabou, que saiu no pré-debut, que participou de outro programa musical, etc. De início pareceu que elas receberiam toda a atenção e prejudicaria a participação das outras, mas talentos escondidos começaram a aparecer ao longo do programa e ganharam seus espaços.

- Produtores musicais e músicas originais Ao longo do programa, começaram a aparecer produtores e artistas musicais famosos no kpop que produziam músicas. Ou seja, o programa não ficou preso apenas a covers. Com o tempo vieram músicas totalmente originais.

- Treinamentos e aproximação com o público Na maior parte do tempo os episódios se dedicaram a mostrar os ensaios das trainees e suas dificuldades e sucessos, além de pequenas entrevistas contando suas histórias (caso se encaixasse no momento). Isso fortaleceu demais o vínculo com o público. Não tinha como não amar as participantes. Adicionado a votação pública, como já citei antes, a aproximação ficou maior ainda.

- Apresentações Todas as apresentações feitas para o público foram em grupos, ou seja, não bastava apenas a integrante ser boa, ela tinha que ter harmonia com as outras integrantes e todo o grupo precisava demonstrar seu potencial. O prêmio acabava sendo pontos bônus para as classificações. As apresentações também eram bem produzidas, com visual próprio pra cada grupo. Nos covers até aconteceu de 'renovarem' as músicas com novos passos de dança e afins.

Apesar de tantos pontos positivos, de negativo cito a enrolação desnecessária do programa. Muito legal (e, de certa forma, interessante) acompanhar o processo de formação dos grupos, como era escolhido quem seria quem, mas as vezes demoravam demais nisso. Mas o pior mesmo eram nas eliminatórias. Suspense além do limite. E, caso não fosse o bastante, ainda enchiam com cenas variadas das integrantes e pequenos tops feitos entre elas, como as mais lindas e tal. Não que fosse ruim, mas a partir do momento que usam com finalidade de enrolar, a qualidade cai um pouco.

Mesmo com esses pequenos problemas, a maior parte de Produce 101 merece ser aplaudida. Um projeto ambicioso que uniu diversas empresas e garotas com o sonho de debutarem no kpop.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Deus Não Está Morto 2

~Publicado originalmente em redes sociais


Deus Não Está Morto 2

Depois de um primeiro filme estereotipado ao extremo que desperdiçou ao máximo seu potencial, pensei em passar longe da franquia, mas a situação imposta na continuação me chamou a atenção e decidi conferir. Que surpresa: Evoluíram muito. Acertaram em umas coisas, erraram em outras, exageraram em outras, mas o filme voltou bem melhor.

Vale citar, porém, que mesmo com essa evolução, há certo reaproveitamento dos elementos do primeiro filme. Por um lado, toda aquela trama paralela sem graça foi retirada (há referência ao carro, mas não passa disso). E nem todos os ateus são maus (a maioria ainda é haha). Por outro, a imagem de que todos os cristãos são bons continua e repetem a base do arco da muçulmana que se converteu e foi abandonada pela família, só que agora é com um chinês.

Uma professora responde uma pergunta de uma aluna envolvendo Jesus. Os pais da garota, juntamente com o Estado, decidem processar a professora. O advogado da professora é ateu, mas vê naquela situação uma injustiça. A trama do filme pode ser considerada puramente vitimista e até mesmo de uma realidade paralela, como já cheguei a ler pela internet. Pois bem. Primeiro devemos entender que é um filme religioso, voltado para o público religioso e que fala de coisas religiosas. Sim, há filmes religiosos aclamados pela crítica e público independente de crenças, como Os Dez Mandamentos de 1956 e O Príncipe do Egito, mas não é o caso de Deus Não Está Morto 2, que entra no quesito "totalmente voltado para o público religioso", engrandecendo o cristianismo, por exemplo. Segundo devemos compreender que o filme tem como base uma mistura de acontecimentos reais. Mas então tudo isso justifica o fato do filme ser do jeito que é? Ironicamente não, mas se não fossem os exageros presentes na trama, sequer teríamos filme. A ideia de uma professora ser processada pq citou Jesus como figura história interligando com King e Gandhi, na vida real, não creio que faria algo do tipo acontecer. Impossível não, mas improvável.

Diferente do primeiro, o foco aqui é mais no julgamento que tudo (chega a ser estranho ter que citar isso, mas no primeiro o debate ficou em segundo plano). As cenas nos tribunais são atraentes e conseguem prender a atenção, seguindo caminhos curiosos. Para um cristão, um prato cheio do evangelho. Para pessoas de outras religiões ou ateus, talvez uma curiosidade. Mas como disse, é um filme totalmente voltado para o público ao qual foi designado, logo o filme sempre estará ao favor dos cristãos, independente do quanto mostre o outro lado.

"O que realmente está em julgamento aqui?", diz uma das perguntas escritas num bloco de notas. Dessa vez não é Deus que está sendo desafiado por existir ou não, e sim Jesus. E aqui entra o ponto mais positivo do filme: Tiveram o cuidado de pesquisar argumentos que tentem provar a existência de Jesus, trazendo até estudiosos da área para depor, tornando assim o julgamento ainda mais interessante. Porém devo ressaltar que provar a existência de Jesus é uma coisa, agora provar a divindade aí já é questão de fé. O filme pode forçar em determinados momentos, mas nesses não há uma insistência em provar a divindade, separando assim seus momentos de fé dentre os cristãos e deles para o mundo e seus momentos de confronto da Bíblia como fato, ou pelo menos de Jesus. Duvido que parte do público note isso, tanto cristão quanto ateu.

O final entretanto soa forçado, mas não desmerece os pontos fortes do filme. O show que no primeiro fez tudo parecer uma propaganda está de volta, mas agora de forma decente. Ufa. Pena que a corrente continua, mais brega que isso não dá. E uma coisa curiosa é que existe uma cena depois disso tudo, antes dos créditos subirem, resgatando partes que o filme não encerrou, dando assim um gancho para uma continuação que parecer ser maior ainda. Deus Não Está Morto 2 pode não ser uma maravilha, mas cumpre o que promete e é feito sob encomenda para seu público, ou parte dele.

SOBRE MIM

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Em 2008 criei um blog por experiência. Queria saber como era um blog. Inicialmente era apenas para reunir o que eu achava de legal pela internet. Dois anos depois, em 2010, criei meu blog com críticas de filmes, já que, embora eu não seja experiente nesse ramo, gosto de ver filmes, de entendê-los e tal. Em 2014 vieram as mudanças. O blog que reunia o melhor da internet virou um blog de matérias e histórias que eu mesmo escrevo. O blog que continha críticas de filmes, séries, curtas, shows, etc, agora são apenas filmes e séries devido a enorme demanda de conteúdo. Os modos de escrita também estão mudando para melhor. Fiquem ligados para novidades.