segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ra.One


Comecei vendo com a expectativa de que seria bonzinho, mas me surpreendi... por um tempo. Ra.One conta a história de uma família onde o pai trabalha criando jogos e o filho é fã de vilões e odeia heróis. O filho dá ideia pro pai de criar um vilão e o pai, pra agradar, cria o vilão invencível, mais forte que o herói. O jogo conta com movimento: O jogador veste um equipamento e controla o personagem virtual. O vilão tem inteligência artificial, escolhendo suas falas e movimentos. Obviamente algo de ruim acontece: O vilão começa a controlar as máquinas e sai do jogo. Daí acontece o momento marcante do filme, que muda tudo.

A primeira hora do filme é boa, melhor que o resto do filme na verdade. Começa leve, mas vai melhorando e ficando interessante. As coisas soam com naturalidade na maior parte do tempo, não há pressa de mostrar logo os momentos climax de cada parte. Tem uns alívios cômicos que não ajudam mas tb não atrapalham.

O problema é que depois do filme se "montar", quando a história tá toda preparada pra desenvolver as consequências, a qualidade cai. O primeiro encontro do vilão e do herói no mundo real é cansativo e possui um humor infantil que não tem graça. Rola até crossover com um personagem de algum outro filme, mas soa bem sem sentido, estragando um pouco da história, por mais que a ideia tenha sido boa, acho, para os indianos.

De qualquer forma, o filme se recupera mas aumenta o humor e diminui o drama. O que antes era equilibrado, com seus momentos sérios e relaxados, vira algo mais divertido e humorado, sobrando pra última hora do filme tentar recuperar a essência inicial, e até consegue, em parte. Tem umas coisas desnecessárias, como o final, mas, em resumo, é decente. Só acho que o filme não aproveitou todo o potencial que tinha, não se aprofunda no conteúdo oferecido. Tentou equilibrar o drama e o humor mas nem todas as vezes deu certo.

Nota 7

sábado, 14 de junho de 2014

Krrish 3

Não sabia muito o que esperar do filme, já que o anterior meio que fechou um arco, mesmo deixando espaço pra mais história. Novamente, há referências a Superman, mesmo que não diretamente, mas isso não desfaz o mérito do filme.

Tem uma boa história e é mais dinâmico que o anterior, além de seguir um estilo padrão do início ao fim. E dessa vez parece mesmo um filme de super-herói.

Agora finalmente Krrish tá famoso e começa a juntar amigos pela Índia, os cidadãos. Quem faz o bem ganha uma pulseira com o símbolo dele. Só que surge alguém muito mais forte que ele.

Buscando uma brecha na história, o filme não volta atrás do que deixou passar no anterior e cria uma nova com ligações passadas. De início parece que irá cair na maldição dos terceiros filmes, mas não, ele consegue até superar o anterior.

Apesar de umas forçações e erros mais fortes que o anterior, são poucas, e ainda assim a qualidade do filme aumenta, e os efeitos especiais estão melhores. Krrish está mais forte, mas os vilões estão ainda mais, e tb mais espertos. Aqui temos mutantes, o que foi algo inesperado pra mim.

Vale dizer que o filme pega mais pesado na história. O anterior se segurava, tentava mostrar algo mais heroico e romântico. Esse novo até tem isso, mas por exemplo: se o personagem tem que morrer, ele vai morrer. Logo nos primeiros minutos Krrish tá vivendo sua ascensão como herói ao mesmo tempo que as maiores dificuldades aparecem. Tem uma cena que várias pessoas estão morrendo e ele decide salvar uma garota que veio pedir ajuda dentre várias pessoas. A garota morre em seus braços.

Como o filme ainda fica naquela de tentar encerrar os momentos bem, por mais mal que ocorra, acontece algumas coisas meio duvidosas, mas dá pra deixar passar comparado a todo o filme e seus propósitos futuros.

E poxa, o visual do herói é maneiro, mas pq o vilão principal parece um cospobre do Robocop com Magneto? Podiam ter melhorado. Até tem sentido o uniforme, o legal é isso, o filme busca um sentido pra tudo, mas ainda assim ficou tosco demais. Mas enfim.

Que venha Krrish 4!

Nota 8/10

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Krrish



Filme de ficção indiano com tema de super-herói. Criativo e diferente do que estamos acostumados a ver. Tem uma história boa e mesmo com quase 3 horas de duração, consegue manter uma boa narrativa.

A primeira hora é a mais diferente do filme, se passa no campo, onde o homem com poderes vive com sua avó afastado da cidade. É onde uma mulher encontra ele e ele logo se apaixona após salvar a vida dela. Depois vamos pra cidade e daí começa de verdade o filme, depois de cenas românticas e indagações sobre o motivo da avó não querer o neto na cidade. A mulher começa a fazer de tudo pra que o cara mostre seus poderes, tudo pra não perder o emprego. Durante isso, o homem faz amizade com um cara que trabalha no circo e faz apresentações na rua pra arrecadar dinheiro pra irmã que precisa operar as pernas. Cena linda. Daí o filme começa a se desenrolar mesmo, as coisas vão ficando cada vez mais interessantes.

Apesar de metade do filme montar apenas a relação dos personagens, faz isso muito bem, conseguem fazer as coisas soarem naturais na maior parte do tempo e dão tempo suficiente pra se acostumar com os personagens, como num seriado. Depois começa a mostrar o motivo do cara virar super-herói, como surgiu seu uniforme e sua máscara, de onde vem seus poderes, quem é o vilão da história (afinal, tem que ter um), qual é o mistério por trás de tudo, etc, tudo bem explicado, a segunda metade do filme é bem mais movimentada.

Percebi pela internet que algumas pessoas reclamaram dos efeitos. Digo que tá muito melhor que vários filmes americanos de baixo orçamento. Pode não ser perfeito, mas é bom. E não tem com o que se preocupar, o cara é como um super-humano, então tem sentidos aguçados, nada de voar, atirar coisas, etc, no máximo pulo alto, super-velocidade (que mal usa), essas coisas.

No filme é revelado que o pai do herói tem envolvimento com a história, rola até uns flashbacks quando é revelado a origem dos poderes do personagem principal. Daí fui pesquisar na internet e descobri que esse é o segundo filme da série Krrish. Na verdade o primeiro serve como um prelúdio (tanto que o segundo é apenas "Krrish"). O prelúdio conta o que foi mostrado no flashback.

Foram 3 horas gratificantes e logo verei a continuação, Krrish 3 (por mim podia ser '2' mesmo, considerava o anterior, 'Koi... Mil Gaya', como um prelúdio e depois seguia uma ordem numérica sem pular, mas enfim). Um quarto filme já foi confirmado devido ao sucesso. Quanto ao primeiro filme, tb verei, mas não por enquanto.

E por favor, é um filme de bollywood. Tem seus problemas, o filme muda demais a cada hora que passa, mas ele ainda é ele mesmo, é como se acompanhássemos um amadurecimento do personagem. De um carinha do campo a um super-herói em busca de vingança pelo seu pai.

Lembrei muito de Superman não só por causa dos poderes sobre-humanos, mas tb sobre os ideais de fazer as coisas sem querer reconhecimento, fazer o bem pq é o certo a se fazer, e, claro, esconder a identidade.

Só que enquanto em Superman temos uma família que o protege e uma mulher que o ama, em Krrish temos uma avó que o quer apenas com ela e ninguém mais e uma mulher que inicialmente finge estar apaixonada só pra dar um golpe nele e não perder o emprego.

Nota 8/10

SOBRE MIM

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Formado em jornalismo e futuro escritor de livros. Criei um blog em 2008 por curiosidade para reunir o que achava de melhor na internet. Em 2010 criei outro blog para críticas de filmes e afins. Buscando apresentar uma identidade mais pessoal, em 2014 reformulei ambos. Hoje servem mais como meios de divulgação para matérias que publico em outros sites.