segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Prophecy (mangá)

~Publicado originalmente em redes sociais~

 Prophecy (Yokokuhan)



Mangá em 3 volumes que conta a história do "Homem-Jornal", que pune pessoas que fizeram o mal, e a Polícia Cibernética, que tenta capturá-lo. De início a premissa lembra um pouco Death Note, um cara que quer fazer justiça com as próprias mãos, a polícia que tá atrás dele mas nunca consegue capturá-lo, mas fica por aí mesmo. Prophecy é mais realístico, mais moderno. Temos a presença da internet na história. O justiceiro anuncia seus ataques por stream e realmente vai ao local e realiza os ataques pessoalmente.

Embora o mangá tenha sido aclamado, alguns dizendo que toda a história é excelente, etc, pra mim foi sim uma história muito boa até, mas não excelente, e a cada volume a história ia "enfraquecendo". Não, não foi ruim, pelo contrário, foi muito boa, mas o primeiro volume gerou todo aquele clima grandioso com o(s) Jornal anunciando os ataques, a polícia desesperada... O segundo isso já tava estabelecido, então foi basicamente a polícia tentando capturá-los enquanto tentava desvendar as identidades. O terceiro mostra as consequências do que ocorreu no final do segundo, que leva ao final "inesperado". Final esse que é uma mistura de "é só isso?" com "pensando bem...".

Legal é que a própria hq mostra os pensamentos da população, que estão o tempo todo interagindo através das redes sociais, então temos os mais diversos tipos de comentários, mas principalmente os maldosos e também de pessoas que só querem ver o 'circo pegar fogo'. A hq também passa uma imagem bem negativa da mídia, como totalmente manipuladora e sensacionalista, e não é bem assim na vida real, embora haja, e muito. Mas as coisas não ficam só em cima da mídia, vai além. Temos indagações sobre a internet ser segura ou não e também da justiça, dos ideais, mas isso já era de se esperar, não? Recomendo. Descobri que esse ano lançaram um live-action e um drama adaptando o mangá.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Jogos Vorazes: A Esperança - O Final

~Publicado originalmente em redes sociais~

Jogos Vorazes chega a seu possível último filme com "A Esperança - O Final" (título bem ruinzinho por sinal, um "Parte 2" já tava de bom grado, mas pelo menos não foi que nem Amanhecer: "Parte 2 - O Final"). Depois de um filme que dividiu opiniões e foi considerado o mais fraco da franquia, tanto por crítica quanto por público, chega mais um filme que dividiu opiniões. Nessa onda desnecessária de divisão em duas partes, o último longa do Tordo começa de onde o anterior parou pra por um fim a toda aquela história. É um bom filme, mas não compensa tal divisão.

Parte do filme possui o mesmo clima da Parte 1, só que menos monótono. Katniss para no tempo e continua aquela garota que sofre por tudo, que é boazinha com todo mundo, mesmo que tentem matá-la. Ela continua sendo manipulada e usada pelos rebeldes, mas nem liga para isso, já que tudo o que quer é matar o Snow, ou simplesmente que alguém a mate antes. Logo o esquema da Parte 1 se repete: Umas cenas de ação aqui e ali, vários diálogos, cenas silenciosas, etc. As coisas melhoram quando Katniss se revolta e vai pro campo de batalha. FINALMENTE! Mas como nem tudo são flores, decidem aumentar as cenas do chato triângulo amoroso. Se bem que é o último filme, dá pra entender, tem que resolver de uma vez.

Outro ponto é que Katniss vira uma mera personagem longe dos campos de batalha mesmo quando tá no próprio campo de batalha. Ela é obrigada a ficar onde está, enquanto a guerra rola bem na sua frente. Porém, como esperado, em diversos momentos as coisas saem do controle e ela acaba entrando em meio ao fogo cruzado. É lutar, fugir e sobreviver. Os Jogos Vorazes acabaram, mas os perigos parecem sair das arenas para ocorrerem nas ruas evacuadas da Capital, repletos de armadilhas das mais sinistras. Quanto mais perto do Snow, mais perigoso fica.

Uma das cenas mais tensa ocorre no esgoto, que também é de longe a mais viajada, se tornando estranha até mesmo pro universo criado ali. Mas é tão boa que dá pra relevar esse detalhe. Outra é logo depois dessa, dando pouco espaço para descanso.

O clímax que todos esperamos não é o ponto forte da trama, mas não darei spoiler. Enquanto alguns acontecimentos acompanhamos em detalhes, outros até mais importantes simplesmente são pulados ou mostrados de longe, o que pode incomodar alguns. Apesar das reviravoltas, tais revelações não surpreendem, mas garantem ótimos momentos, se tornando mais interessantes.

Uma das cenas que menos gostei foi o encerramento. Achei bobo, clichê, chato. Talvez o mesmo acontecimento mas desenvolvido de outra forma poderia ter ficado bem melhor. Tudo bem, depois de tudo o que aconteceu vir aquilo, ok, mas soou tão forçado e artificial...

A Esperança O Final pode não ser melhor que Jogos Vorazes e E Chamas, mas é melhor que sua primeira parte, que considero um bom filme porém arrastado demais, falho em equilibrar seus momentos. Aqui temos os mesmos elementos do anterior só que melhorados, agora com muito mais ação. As cenas vão se tornando cada vez mais grandiosas a cada momento. Os diálogos continuam ótimos.

~3D fraquíssimo~
~Povo do cinema gritava direto~

Nota 8/10

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

[RASCUNHO] 3 Idiotas

~Publicado originalmente em redes sociais~

3 Idiotas



Vi por recomendação. Por que enrolei pra conferir? É muito bom! Considerado por alguns como um dos melhores filmes indianos já feito (se não o melhor), 3 Idiotas começa com dois amigos e um mala em busca de um antigo amigo de faculdade. Ao longo do caminho, eles relembram dos momentos que passaram juntos, logo o filme se divide entre momentos no passado, contando como eles se conheceram e o que aconteceu em suas vidas, e no presente, onde "reviravoltas" acontecem.

O filme se divide entre momentos de drama e comédia. Incrível como conseguem um equilíbrio perfeito entre os dois gêneros. Vale destacar também as cenas em que os gêneros se encontram, mas quero evitar spoilers.

É basicamente um filme sobre amizade e vida. Rancho, o destaque da trama, critica o sistema em que vivemos, o modo que as escolas e faculdades ensinam os alunos (decorar em vez de aprender de verdade), o jeito que vivemos que mais nos fazem parecer máquinas, estudar apenas pra ficar rico, etc. Querendo mudar as pessoas ao seu redor, sua influência começa a se espalhar por toda a faculdade. Frases como "faça o que você gosta" e "seja o que quiser" se tornam inspirações para alguns e pesadelos para outros.

Além da questão da profissão e vontade dos pais, o filme também trata sobre suicídio, em particular os causados pelas decepções estudantis. Vez ou outra o tema é resgatado, já que também é utilizado na trama. As cenas em questão são bem tensas. A primeira então... impactante.

Como de costume de Bollywood, há cenas musicais, mas são bem poucas e a trama não para pro pessoal dançar, nada disso. Tudo segue seu rumo, história adiante. Se bem que devo ter contado umas três cenas musicais apenas. Isso fora a música de fundo da abertura.

Recomendo muito. Mesmo com uma duração de quase 3 horas, é tão bom que passa depressa. Personagens envolventes, acontecimentos marcantes, tudo numa história simples e objetiva: A amizade de 3 amigos, considerados "idiotas", e a influência de Rancho nas pessoas ao seu redor.

Nota 9

domingo, 23 de agosto de 2015

[RASCUNHO] Z Nation - 1ª temporada

~Publicado originalmente em redes sociais~
~Entende-se por crítica incompleta aquela crítica que falo sobre algo sem me aprofundar, sendo essa uma crítica que não pretendo elaborar mais a fundo, pelo menos não atualmente, mas que considero válida para postar no blog~

Z Nation - 1ª temporada

Não imaginava que fosse curtir tanto uma série de zumbi da Syfy/TheAsylum.

Comecei a ver poque já esperava algo tosco, e isso foi proporcionado nos primeiros epis. De início nem tive muita vontade de continuar, foi algo mais "ver porque é tosco legal", mas as coisas foram mudando. Comecei a curtir mesmo a partir do epi 4, início do curto período de episódios verdadeiramente bizarros da série, com direito a znado, zunami e até zumbi chapado. A partir da metade da série as coisas vão ficando muito mais sérias... Epi 7 considero o mais marcante.

Falando em zumbis, há uma variedade de bizarrices, mas evitarei spoiler, só vendo pra crer. Logo no primeiro epi tem um zumbi bebê que mais parece possuído, mas isso não é nada pelo que vem ao longo dos outros epis.

Os personagens são bons, dá pra se preocupar com eles (Cidadão Z, Doc, 10K e Murphy rules). As atuações até que estão ok.. E vindo da SyFy, na verdade tá tudo de alto nível, até os efeitos são melhores que muitos filmes da produtora. Maquiagem não deixa a desejar. Agora os exageros tão lá, e quando digo exagero é exagero exagerado mesmo, os caras viajam demais. Nem preciso citar problemas de continuidade e passagem de tempo porque isso é meio que marca registrada, porque toda (ou quase toda) produção da SyFy sofre disso.

A série fica tão boa em sua segunda metade que daí em diante é só surpresas. Não que a primeira metade seja ruim, pelo contrário, chega a ser hilária por suas tosqueiras.

Season finale ótima, com um encerramento inesperado. No aguardo da próxima temporada. Curioso pra saber o rumo que aquele encerramento irá levar, já que a temporada meio que encerra aquele arco. Vindo da SyFy, não duvido nada.

Não posso deixar de comparar com The Walking Dead. O que a falta de novos epis não faz, né? E Z Nation consegue a façanha de acontecer mais coisas numa só temporada do que todas as temporadas de TWD juntas. Claro que qualidade não se compara, mas Z Nation é único. "Chupa, TWD" haha

domingo, 26 de julho de 2015

[RASCUNHO] Sharknado 3

~Publicado originalmente em redes sociais.

Sharknado 3

Agora sim a franquia Sharknado se achou! Não se levar a sério e aceitar a zoeira foi a solução. O nível de bizarrice chega a outro nível com o terceiro filme. Tão ruim que se torna bom. Diversos ataques de sharknado começam a ocorrer pelos EUA e alguns personagens buscam uma forma de deter o apocalipse: uma parede de sharknadoss. Em menos de 10 minutos já temos o primeiro ataque numa cena hilária.

E em pouco tempo também o filme já mostra o roteiro sofrível, talvez com mais erros que os anteriores. Não é possível que ninguém perceba isso na montagem final, parece que os caras fazem de propósito. Mas tudo acaba em diversão, os erros fazem rir. E fora isso, o filme é bem superior ao 1 e 2. Ainda rolam referências a acontecimentos, como a dos soldados levantando a bandeira dos EUA, e também a filmes, como Star Wars.

Sharknado acontece em todos os lugares, da Casa Branca ao parque da Universal. E os tubarões tão insanos, tem um que chega a descer de tobogã e outros que parecem se esconder do outro lado do corredor pra pegar a vítima de forma fatal. Se tratando de tubarões sugados por tornados, revelam o óbvio: Há tubarões nas nuvens! Mesmo assim o filme não se importa em desenvolver isso e tenho dúvidas se irão futuramente.

Mas o melhor foi deixado pro final. O filme é tão zoado que o final já foi revelado e dá ideia do que pode acontecer. Por precaução...

SPOILER SPOILER SPOILER---------------------------------
Os tubarões vão pro espaço! Isso foi demais! Trash, tosco, louco, mas ainda assim demais. Imagina você no espaço enfrentando tubarões. Como? Nem o filme tem ideia. Na verdade o filme ainda abre perguntas curiosas. O que eu quero saber é: Por que apenas os tubarões são sugados pelos tornados? Respirar no espaço é o de menos haha
SPOILER SPOILER SPOILER---------------------------------

Ao fim ainda rola uma votação pro destino do que acontece no encerramento do filme, que provavelmente será o início de Sharknado 4 (ou não, podem mostrar em flashback). Que venha a continuação!

Nota 6/10

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lanterna Verde - Divindade (Novos 52) (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais.

Lanterna Verde - Divindade



Minha ideia inicial era ler todos os Novos 52 do Lanterna, mas, depois do fim da grande guerra, que cria um final alternativo pra todo aquele universo, me senti satisfeito e decidi ir pra outras leituras. Entretanto, descobri que, algumas edições depois havia a saga Divindade, ocorrendo em todas as hqs do Lanterna.

É curioso como os perigos são sempre mais grandiosos que os anteriores. Os mortos renasceram, era o maior desafio do universo. Os anões azuis decidiram exterminar todos os lanternas, era o maior desafio do universo. O Primeiro Lanterna decidiu acabar com tudo, era o maior desafio do universo. Em Divindade, os Novos Deuses querem reiniciar o universo aos seus modos, ou seja, é o maior desafio do universo. Inicialmente, eles vão em busca das 7 lanternas, mas vê que seus poderes combinados causam algo desastroso. Eles então partem em busca da lanterna branca, que possui a "equação da vida", pra transformarem o universo em Novos Deuses. Tudo isso pra criar um exército tão poderoso que possa eliminar Darkseid de uma vez.

A saga é dividida em prólogo (uma hq especial), Ato 1, 2 e 3 (cinco hqs cada) e conclusão (uma hq anual). O prólogo não é nada demais e o Ato 1 chega a ser cansativo de ler, enrolado demais e sem atrativos. Pensei até em desistir, e ia desistir mesmo, mas ao final as coisas começam a melhorar. Mas o principal motivo de eu ter continuado foi porque soube que o Mão Negra apareceria.

Dito e feito. O Ato 2 é bom, a história prende na maior parte do tempo, temos uma dinâmica de vários personagens em diferentes lugares do universo enfrentando os mesmos inimigos. O Ato 3 prossegue com esse dinamismo, mas com os personagens sobreviventes cada vez mais perto de se encontrarem, como é de costume. A conclusão é uma mistura de clímax e anti-clímax, mas não entrarei em detalhes pra não dar spoiler.

Nessa saga temos novamente os anões (sobreviventes) fazendo besteira, as tretas dos lanternas verdes e amarelos, Sinestro badass mostrando toda sua autoridade, Hall Jordan tendo que salvar os outros, Mão Negra doentio (chega a trazer o corpo do pai do Hall e o coloca na frente do Hall). E tem também a grande muralha do universo, onde diversos seres de pedra são abrigados (ou pessoas vivas que foram sugadas e aprisionadas em corpos de pedra, se preferir). Ah, Mão Negra...

O encerramento é brusco e termina com um gancho pra uma continuação. Aquela guerra acabou, mas outro perigo grandioso está por vir...

sábado, 27 de junho de 2015

The Flu (2013)

~Publicado originalmente em redes sociais~

The Flu (2013)


Mais um excelente thriller do cinema coreano e um dos melhores sobre epidemia que já vi. Drama e tragédia se unem e ainda dão um pouco de espaço pra ação e um toque de política. Roteiro bem escrito, trilha sonora empolgante e personagens atrativos. A diversidade e troca de personagens é outro ponto positivo. Todos ali possuem seu momento, seja um dos principais, um dos secundários, ou até mesmo aquele aleatório que mais parece figurante. Há toda uma ligação.

A trama mostra uma grave epidemia que se espalha numa parte da Coreia do Sul. A transmissão se dá pelo ar, basta absorver  uma simples gotícula da tosse de um portador. O resultado é uma tosse ininterrupta, febre e, ao fim, o portador cospe sangue e morre. Em meio ao caos, o governo coreano e americano se unem pra conter esse vírus a qualquer custo, mesmo que pra isso tenham que usar formas nada "corretas".

Há diversos personagens durante a trama. Temos como principais um bombeiro que salva uma mulher de um acidente quando seu carro cai num buraco (e ele acaba se apaixonando por ela). A mulher, por sua vez, é uma das médicas que está em busca da cura e tem uma filha, que também é importante pra trama. Tem o portador sobrevivente, um imigrante ilegal; os irmãos que ficaram a cargo de buscar esse imigrante; o oficial do exército que se aproveita de seu cargo como bem entender; os políticos coreanos; alguns americanos (como um médico e outro a serviço do governo dos EUA); entre vários outros.

Um ponto importante pra citar é como o americano é retratado: Guerra é a solução, matar pessoas é o único modo, eliminar um problema que possui solução em vez de solucionar é o caminho correto a se seguir. Daí vemos que alguns coreanos não são tão diferentes assim, apoiando esse ideal, mas também vemos que outros rejeitam (assim como existem americanos que rejeitam, mas no filme não é mostrado).

Acabamos acompanhando diversos arcos que acabam se encontrando em algum momento, seja do bombeiro e da médica e sua filha, dos políticos e médicos, dos irmãos e do portador sobrevivente, entre outros.

Nota 10

domingo, 21 de junho de 2015

Divertida Mente

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Não sabia bem o que esperar e não tava muito confiante, mas por ser selo de qualidade Pixar acabei conferindo. Boa parte por curiosidade também, a premissa toda é uma grande nuvem de ideias interessantes pra explorar. E assim Pixar conseguiu mais um belo filme.

"Você já parou pra pensar o que se passa na mente de uma pessoa?". Sim, o tempo todo. Acompanhamos Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojo, que vivem na mente de uma garota e controlam suas emoções por um painel. Há toda uma estrutura em sua mente, como as ilhas (do hóquei, sua paixão; da amizade, que ela gosta tanto; da família, que ela é apegada; e da bobeira, que a faz ser divertida). Há também o labirinto das memórias a longo prazo, armazenando tudo o que ela absorveu; as memórias base, que a fazem ser o que ela é; entre outros.

Ver a história em terceira pessoa (as emoções) dentro de primeira pessoa (a garota) foi uma sacada genial da Pixar. Uma história de uma garota que era feliz, se muda e sua vida vira um desastre. Além, ela está crescendo, novos gostos vão surgindo, uma nova percepção de mundo, a adolescência chegando. Perceber como as emoções podem mudar o rumo dos acontecimentos, como uma pessoa age controlada por tal emoção, como a tentativa de forçar a ausência de uma emoção (ou a presença de outra) pode resultar em consequências desastrosas, como nossas lembranças influenciam em nossas vidas, como nossas experiências de vida nos moldam a ser o que somos, são ideias tratadas na animação.

Apesar do foco nas emoções, o universo criado em Divertida Mente é vasto. Podemos perceber isso ao longo do filme, quando as emoções viajam pela mente da garota, das ilhas ao mundo adentro. O que foi criado aqui tem potencial pra uma franquia, se bem utilizada.

Vejam as cenas durante os créditos. São divertidas.






Nota 10

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Kingsman - Serviço Secreto (comparando hq com filme)

~Publicado originalmente em redes sociais

CONTÉM SPOILERS!!!

 Tava curioso quanto a hq e decidi ler. Posso dizer que o filme é melhor, mas a hq tb é boa, vale a pena conferir. As diferenças são visíveis, mas a essência é a mesma.






ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE FILME E HQ
~ Sei que a hq veio antes, mas o filme é provavelmente bem mais famoso, e como li a hq depois, irei comparar dando foco nas diferenças da hq, por assim dizer.

- Nas hqs não há nada daquela loja de ternos.
- Quem era "igual ao garoto rebelde" é o próprio tio dele, e não o pai, que sequer é citado.
- Não temos aquela mulher com pernas de metal do filme. Até aparece uma mulher, só que normal e em apenas poucos momentos da história.
- Não há uma alta interação entre o garoto e os outros 'competidores' como no filme, aliás, apenas citam numa cena que as pessoas falam mal dele. Até os treinamentos são outros em sua maioria.
- Não há a cena da igreja. Em vez disso, há uma cena de casamento onde todos se matam.
- A morte de um certo personagem da trama ocorre em um ambiente bastante diferente.
- A cena do balão que vai pro espaço é muito mais simples nas hqs e não possui nenhum drama, sequer destaque.
- A entrada no covil do vilão ocorre de forma explosiva e em massa, enquanto no filme é mais discreto e em número bem menor.
- Não há relato de que esteja acontecendo uma grande festa no local.
- Não tem cabeças explodindo.
- Não há aquele caos todo ao redor do mundo, acontece outra coisa.

Apesar de todas as diferenças, o filme ainda segue de forma fiel a essência da hq. Alguns momentos são seguidos sem muitas alterações, outras se tornam apenas inspirações. Recomendo.

Manga of the Dead (mangá)

~Publicado originalmente em redes sociais

Manga of the Dead
 
Projeto coletânea de histórias de zumbis em mangá. No Brasil, mais um lançamento JBC de volume único pra atrair novos leitores aos mangás.

São 8 contos dos mais variados, escritos e desenhados por diferentes mangakás. O primeiro, por exemplo, contada através de uma garota, mostra que sua avó virou zumbi mas foi mantida presa em casa. Enquanto isso, seu pai foi mordido na rua. Contar mais que isso é spoiler. No segundo, usam o corpo de uma garota zumbi como máquina de matar.

A história mais comovente é provavelmente a das crianças que os pais viraram zumbis e se prenderam pra não atacar eles. O problema é que as crianças não entendem direito e decidem alimentar os zumbis, preocupados que seus pais não estão comendo.

Minha preferida é do professor que queria trazer sua amada de volta a vida, mesmo sabendo que ela não voltaria a ser como era antes. Isso contado através de um antigo aluno seu, que sabia dos zumbis e tentou alertá-lo sobre as consequências.

Agora tem um que é ridículo. É de um garoto que tem medo de morrer virgem, vai em busca de um emprego, acha que terá que virar prostituto, acaba indo lutar com zumbis e tem uma mulher que fica lutando nua. É uma coisa mais tosca que a outra, negativamente falando.

Não há novidades nas histórias, mas é legal ver um conjunto de diferentes meios dramáticos de contar uma história de zumbi. Mostra que esse universo é rico e que, mesmo que pareça que tudo já foi mostrado, dá pra se diferenciar.

domingo, 14 de junho de 2015

O Apocalipse (2014)

~Publicado originalmente em redes sociais~


O filme é simples, pouco conteúdo, mas desenvolve um tema quase que em tempo real, já que a história se passa em menos da metade de um dia. Até daria pra resumir bastante, mas não me incomodei com a lentidão das coisas, fluiu natural.

Não, o filme não fica dando sermão, não fica citando a Bíblia, nada disso, sequer fala a palavra 'arrebatamento'. Os personagens também não vão procurar a Bíblia de imediato, o motivo dos desaparecimentos não é revelado de início, o tempo todo os personagens estão assustados e se questionando o que aconteceu. É algo que a gente sabe porque sabemos a premissa do filme, mas na história, esse papo de fim do mundo é coisa de outro mundo e poucos desconfiam que seja algo bíblico, isso nem passa pela cabeça.

Alguns problemas aqui e ali, umas forçações, tentativas desinteressantes de tentar colocar uma "ação" a mais, suspense desnecessário em alguns momentos, o filme tem sim problemas, mas não vi todos esses problemas que muitos tão reclamando. E outro: Falar mal do Cage virou moda, e nesse filme ele nem tá ruim, o personagem dele é que não tem muita variedade, é algo fixo, ele é um piloto de avião que tá pilotando um avião. Pronto. Nem os efeitos estão ruins, considerando que o filme é de baixo orçamento. Tem coisas muito piores, muito mesmo. A trilha que é mais ou menos mesmo, dispensável até, acho que tem momentos que o filme funcionaria melhor sem ela.

E não espere grandes cenas de caos, a história se foca apenas no avião e na garota que tá "andando por aí" sem saber o que fazer (sério, ela fica pra lá e pra cá toda hora sem rumo nenhum). Ou seja, só vemos aquilo que está acontecendo ao redor desses personagens. No avião é que se concentra o maior número de personagens, com os passageiros. Destaque para a cena do arrebatamento, bem repentino.

O Apocalipse não é o reboot adequado para a franquia Deixados Para Trás, mas quero que façam a continuação. A franquia deve continuar. Por mim nem deveria ter sido cancelado os filmes antigos, mas já que cancelaram, que não cancelem de novo os novos.

Nota 7

O Fim do Mundo

~Publicado originalmente em redes sociais~


Acho o filme injustiçado. Vi comentários na internet considerando ele com uma história ruim e efeitos sofríveis que era surpreendente apenas pra época.

Os efeitos de quando o mundo começa a ser destruído são bem feitos, se utilizaram de grandes maquetes pra isso. Até tem uma cena que parece computadorizada e outra que é uma gravura mal pintada, mas fora essas duas, de resto, tudo muito bem produzido. Hoje em dia quase ninguém mais usa maquete, mas não digo que os efeitos do filme hoje são sofríveis, passa longe disso.

A história é até boa, se compararmos com histórias sobre o fim do mundo. Um cientista descobre que o mundo vai acabar, manda um cara entregar uma mala sem saber do fim, ele descobre sobre o fim e se envolve na história, onde um grupo de pessoas estão construindo uma nave espacial pra 40 pessoas. Tudo bem que o filme viaja em algumas coisas, mas caramba, é um filme de ficção dos anos 50 decente, com bons efeitos e uma história muito melhor que várias de fim do mundo que vemos hoje!

Nota 8

Obs.: TEM BRASILEIRO FALANDO EM PORTUGUÊS DO BRASIL! \o/ A cena em questão acontece durante uma reunião com representantes de vários países. É um festival de línguas diferentes, muito legal, e o Brasil tá no meio. Filme dos anos 50 com moral que um monte de gente por aí que acha que nós falamos espanhol.

King Kong (1976)

~Publicado originalmente em redes sociais~
 

Apesar das várias mudanças (a mulher, em vez de ser uma atriz contratada, é uma sobrevivente de um náufrago que tava indo fazer filme em vez; o mocinho, em vez de fazer parte da tripulação, é um clandestino; não temos diretor; o navio está em busca de petróleo na ilha, nada de fazer filme; Kong não sobre numa torre só; entre outros), é um bom filme. Tem uma história envolvente e foca mais no lado humano de Kong. Aqui a mulher capturada (dessa vez com nome Dwan), percebe que Kong a ama. Isso resulta nuns momentos romanticamente toscos, como Kong a secando com assopro, por exemplo. Mas deixemos pra lá.

O filme também sofre com umas forçações terríveis e uns erros graves, coisa que pode passar despercebido e até perdoado perante o desenvolvimento da história, que começa duvidosa mas aos poucos mostra seu potencial, embora pudesse ser muito melhor. O destaque mesmo vai para os momentos de Kong na cidade, aí sim o filme chega em seu auge.

É interessante citar que as torres que o Kong sobe nessa versão são as Torres Gêmeas. Tem uma alusão, forçado mas ao mesmo tempo genial, no filme explicando o motivo disso. E é irônico como a vida imita a arte. Não vou entrar em detalhes. Por fim, cito o encerramento arrasador, que só não foi melhor por causa da incompetência de segmentos que fizeram, mas fora isso foi ótimo.

O remake dos anos 70 de King Kong manteve parte da essência do original e nos mostrou uma nova versão com algumas modificações sobre o que poderia ter acontecido. Mesmo com seus problemas e com uma queda ou outra, consegue se manter durante suas mais de duas horas de duração.

Nota 8

IRIS - O Filme

~Publicado originalmente em redes sociais~


Foi bom pra relembrar o dorama, mas é inferior e tem vários problemas, é um resumo mediano, que funciona como resumo, mas como filme não. Pelo menos tem algumas cenas de ação do dorama, que é repleto de cenas de ação. Todo esse universo de espionagem já resultou em três doramas considerados os mais caros já feito. O primeiro filme resume o primeiro dorama. O filme foi lançado antes do dorama (primeiro gravaram o dorama e editaram como filme). Resume cerca de 18 horas de informação em apenas duas horas. Obviamente, muita coisa ficou de fora.

Um terço do filme não funciona. Enquanto o dorama, com mais de uma hora pra cada episódio, desenvolve bem os momentos e tem umas "enrolações" aceitáveis, o filme tenta contar tudo ao mesmo tempo. Nos primeiros minutos, as trocas de cenas são ruins demais, tudo muito corrido, não dá tempo de se acostumar com as coisas.

Porém aí vem a salvação. Quando metade do dorama já tá resumido e o essencial já foi contado, a história se desenvolve mais lentamente, como um filme mesmo. Até tem uma coisa ou outra rápida, mas é pouco mesmo. E isso é bom, até porque um filme deve desenvolver a história e dar tempo do público se acostumar.

Como eu disse, muita coisa ficou de fora, alguns personagens foram praticamente cortados, situações sumiram, etc. Devido a isso, algumas situações são "mudadas", o contexto é o mesmo, mas alguns acontecimentos simplesmente somem, como se não tivesse acontecido, como algumas mortes de alguns personagens. E aí entra um enorme problema: O filme deixa de explicar algumas coisas importantes, cabendo ao público usar a lógica e ir percebendo aos poucos o que aconteceu com tal personagem: caso esteja vivo, é só se ligar nas cenas. Caso o personagem suma, provavelmente deve ter morrido. Uma pena terem sido tão relaxados quanto a isso.

Apesar de ser um resumo, o final é inédito, mostrando depois do dorama, alguns minutinhos rápidos. O dorama termina em suspense, com um final arrasador de doer o coração. E no filme vemos o complemento da cena final, quem foram os responsáveis, qual foi o motivo daquilo ter acontecido, etc, e ainda colocam mais minutos depressivos pra pessoa ficar realmente triste com o polêmico final que repercutiu o mundo dos doramas e marcou quem acompanhou toda a série.

O dorama (novela/série/drama) é muito bom, até tem seus baixos, mas os altos valem a pena. Já o filme foi bem mais ou menos, primeiro correm demais com a história, depois começam a ir mais lentamente. Fora isso ainda tem os problemas de roteiro devido aos cortes, por mais que tentem encaixar tudo.

No fim, o filme serve mais pra quem quer relembrar o dorama e saber o que aconteceu depois. Bem que podiam voltar com a história na continuação, mas o máximo de citação que tem nem é na continuação, mas sim no spin-off. Obviamente tem personagens que retornam, mas os principais dos principais mesmo, param por aqui, já que eles são meros personagens num universo de espionagem criado no dorama, boa sacada até, mas deixa saudades.

Nota 6/10

[RASCUNHO] Dom Casmurro e os discos voadores (livro)

~Publicada originalmente em redes sociais~


A releitura de Dom Casmurro com alienígenas superou todas as minhas expectativas. Posso arriscar que a história criada aqui é tão boa quanto a original. Já imaginou se Bentinho estivesse sendo observado por aliens? Se Capitu, Escobar e José Dias escondessem um segredo que não era da Terra? Nem eu. Digo, não até o momento que li esse livro.

A história se baseia toda em Dom Casmurro (tem o amor de Bentinho e Capitu, Bentinho indo para o seminário e conhecendo Escobar, o casamento, a reviravolta, etc) e adiciona elementos alienígenas baseados em lendas e teses "reais". Uma mistura inusitada e surpreendente. O livro, além de trazer uma resposta (de acordo com o universo criado nele) para a grande dúvida que todos tem ao final do original, vai além. Tão além que a reviravolta final é de deixar qualquer um intrigado. Ainda estou pensativo quanto a isso. Recomendo a leitura.

Alice Através do Espelho (livro)

~Publicado originalmente em redes sociais~

Alice Através do Espelho



Dorgas, manolo, muitas dorgas. Quando você pensa que não pode enlouquecer mais, aparece uma continuação muito mais louca. E então, de quem foi o sonho? Alice realmente sonhou aquilo tudo ou ela esteve no sonho do outro?

Enquanto na primeira história Alice fica vagando por aí tentando achar uma saída do lugar, na segunda Alice arruma um outro objetivo depois de... ficar vagando por aí. Ela tem que chegar até um lugar pra virar rainha (devido a um jogo de xadrez). Dessa vez ela não quer fugir, mas adentrar mais nesse novo mundo. Aqui temos novos personagens.

É tudo tão bizarro que o que predomina na história são as contrariedades dos habitantes desse mundo estranho e as passagens de certos locais, onde o ambiente simplesmente muda do nada. Além dos personagens loucos, há também os seres citados ao longo da história, como uma espécie de dragão e, na cena do trem, os animais-comidas-sei-lá-o-que.

Agora falando de adaptação, não vi nenhuma, mas gostaria. Houve elementos dessa continuação utilizada principalmente naquela versão do Tim Burton (como os irmãos). A Disney também usou elementos na própria animação clássica (o desaniversário, especificamente).

Alice no País das Maravilhas (livro)

~Publicado originalmente em redes sociais~

Alice no País das Maravilhas



Muito divertido de ler, mais legal ainda é ver a chata da Alice levando um fora a cada capítulo. :v Como todo mundo deve saber mais ou menos como é a história (Alice persegue um coelho branco com relógio, vai parar num mundo estranho, onde governa uma rainha que pede pra cortar a cabeça de todo mundo, etc...), vou me focar em algumas cenas "esquecidas" nas adaptações.

Tem elementos que seriam difíceis aparecerem hoje em dia, como a cena da Duquesa batendo no seu filho e da Alice abandonando o coitado na floresta porque ele era um porco (oinc), chamando-o de monstro e desprezando ele.

Uma cena que costuma ficar de fora das adaptações é a da Tartaruga Falsa, o que é uma pena. Na verdade o livro nem é grande e mesmo assim conseguem deixar muita coisa de fora. As histórias contadas pela Tartaruga são divertidas e boas de ler.

O personagem que gostaria que aparecesse mais é o gato, mas é assim mesmo, todos os personagens tem espaço e aparecem pouco, geralmente no seu próprio capítulo e ao final da história. A cena do Chapeleiro, a da Lagarta, a dos bichos que estavam na frente da casa do Coelho... tudo muito bom.

Alice no País das Maravilhas é como um conjunto de contos interligados. Embora tenha achado o início muito chato (Alice não ajuda a melhorar a história, só piora), a história se torna bastante divertida com o tempo. Alice vai conseguindo se "comportar" nesse mundo louco, mesmo que leve um fora todo o tempo por não saber de nada de lá. Pobres animais, Alice vivia dizendo que já comeu, que já viu alguém comer... eles não precisam saber disso.

[RASCUNHO] Deadpool 7 e 8 (Tropa Deadpool 1 ao 12) (hq)

~Publicada originalmente em redes sociais~


Deadpool 7 - Tropa Deadpool 1 ao 6



Depois da edição anterior horrorosa com um prelúdio para a Tropa de se jogar no limbo do esquecimento, finalmente vem uma ótima saga do Mercenário Tagarela, repleto de ação, aventura e muito, mas muito humor. Na história, a Tropa Deadpool tenta salvar o universo da Consciência, um ser que se alimenta da consciência dos outros numa fome de nível comparado ao Galactus.

Piadas a todo momento, zoações a la Deadpool, referências a cultura pop, tudo o que os fãs gostam. Destaque pro Deadpool zoando o Jardineiro e a Tropa passando a perna no Campeão sempre que possível, rendendo cenas hilárias.


Deadpool 8 - Tropa Deadpool 7 ao12


Segunda metade do arco da Tropa Deadpool. Sem muito a dizer, a primeira metade funciona muito bem e a segunda, apesar das ligações com a primeira, é como se fosse um Tropa Deadpool 2, com uma nova aventura, praticamente contada em flashbacks (que inclusive se aproveitam disso pra umas piadinhas e conversas com o leitor). Não supera a anterior mas é divertido, humorado e... é Deadpool, é zoeira.

Wall-E (mangá)

~Publicada originalmente em redes sociais~

Wall-E (mangá)




 Adaptação bem fiel. O mangá resume fielmente a animação, serve pra matar a saudade de relembrar todas as cenas do longa.

A "promessa" de uma releitura com elementos diferentes acaba sendo insignificante. Acabam colocando algumas poucas palavras em cenas onde os robôs não falam, adicionam um narrador durante a história e adaptam algumas imagens mostradas nos créditos junto com o fim da história, "estendendo" o final do filme, mas nada de relevante.

Por "releitura" esperava algo diferente. Não ao nível "bollywood", onde criam algo novo aproveitando o universo existente, mas pelo menos acontecimentos não mostrados no longa, seja original, seja uma cena deletada. Pelo menos Wall-E é tão bom que o mangá acaba sendo bom. Além da história o mangá possui algumas informações sobre os personagens do filme, linha do tempo e quiz.

Tentando comentar "Turma da Mônica Jovem - Umbra" e afins

Edições 74 a 76.


Inicialmente postei em redes sociais o seguinte comentário:

"Gente... não, como assim? O que foi isso? Como assim o Cebola "morreu"? O que fizeram com a inocente história da Jumenta Voadora? Como aprovaram uma história onde crianças morrem e assombram os outros? Pacto com o diabo? Fantasmas? Caramba... E as reviravoltas?

Bem que o Maurício disse que a história era macabra e a cada edição ficaria mais ainda. Quem imaginaria uma história de "terror" com a Turma da Mônica? Tá, não é a primeira vez que há espírito vingativo ou defunto numa história da TMJ, mas aqui elevaram a outro nível. A história é surpreendente. Se não fossem os alívios cômicos, seria séria até demais. E ao fim tenho que confessar: Gostei do resultado... Farei uma análise posteriormente."

Pois bem. O tempo passou e acabei não fazendo essa análise. E nem me vem em mente o que realmente dizer sem enrolar.

Posteriormente li a edição 79, que comentei:

"Continua a anterior, que não li. Aqui vemos o que teria acontecido após Umbra (essa eu li) se o mal vencesse, contado pelo Xaveco do futuro (que já havia sido inserido na história a algumas edições). Fim da Turma, Cebola dominando o mundo, Magali bruxa do mal... e por aí vai. E ao fim há um gancho pra mais.

Agora TMJ envolve viagens no tempo e paradoxos. Mas o que percebi mais é o envolvimento de misticismo, cada vez mais presente (como comentaram aqui no grupo quando falei sobre Umbra). Não acho uma boa seguirem por esse caminho... Magali vem de uma linhagem de bruxos, Cebola morto com espírito aprisionado em outro corpo (coisa que foi desfeita ao mudarem o futuro), a inocente lenda da Jumenta Voadora agora é perturbadora digna de creepypasta com pactos satânicos... Tem que ver isso aí..."

Um tempo depois, em outro coment sobre o reboot da Turma da Mônica clássica, comentei:

"(...) Agora Umbra foi uma enorme surpresa (3 edições). Até tem toda aquela zoeira humorada como em qualquer hq, mas o fundo é de terror. Pegaram a lenda da Jumenta Voadora (apresentada nas hqs clássicas) e transformaram ela em algo que nem conto de fada original, nível dessas creepypastas que a gente lê pela internet. Tem a ver com oferenda de criança ao coisa ruim, por aí.O Cebola inclusive "morre" nesse arco. SPOILER Ao fim de tudo, a Dona Morte traz ele de volta a vida e fala algo sobre o Apocalipse (da Bíblia).

Depois de um tempo comprei uma edição e percebi que mostrava não uma simples nova aventura, mas sim o que poderia ter acontecido caso Umbra terminasse diferente. Nela, o Xaveco do futuro, que ficou preso no passado, conta como era esse futuro que foi impedido. O Cebola seria um ditador mundial e mandaria matar todos que se opusessem a ele (até mesmo os velhos amigos). Também revelam que a Magali vem de uma linhagem de bruxas e que, no futuro, esse poder era despertado e ela se tornava maligna também.

Não sei a situação atual, se bem que esse Umbra acho que é do fim do ano passado e esse outro desse ano, mas lembro do Maurício dizendo que não teria uma história sombria desse nível... mas acabou tendo. Sei que terminaram agora o arco do circo macabro, mas acabei deixando passar. Sei também que o legado de Umbra ainda continua, porque deixaram ganchos pra mais conteúdo."

Enfim. Só quis deixar algo registrado aqui.

[RASCUNHO] Lanterna Verde - A Ascensão da Terceira Armada + A Ira do Primeiro Lanterna (Novos 52)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Lanterna Verde - A Ascensão da Terceira Armada + A Ira do Primeiro Lanterna [Novos 52]

O fim de quase uma década de história. Apesar dos Novos 52 ser um reinício, Lanterna Verde continuou com a "mitologia" criada antes de tudo isso. Lá em Renascimento, passando por Guerra dos Anéis, onde descobrimos mais cores de lanternas, Noite Mais Densa, onde fomos apresentados a mais cores ainda, Dia Mais Claro... até chegar em A Ira do Primeiro Lanterna.

A Ascensão da Terceira Armada fez parte do plano dos guardiões azuis de acabarem com tudo o que conhecemos, recomeçando a vida do universo de acordo com suas vontades, para isso se utilizando da Terceira Armada, seres que devoram o dna de outros seres e os transformam em semelhantes, pensando como um só. Entretanto, o arco serviu mais pra interligar os títulos das hqs, já que as hqs não mostravam apenas nos lanternas enfrentando a Terceira Armada, embora fosse o foco. Enquanto isso, tínhamos uma preparação pro Primeiro Lanterna.

Então finalmente vem o arco A Ira do Primeiro Lanterna, com um mega encerramento que não se via desde Noite Mais Densa. Temos novamente todas as 9 lanternas reunidas para enfrentar o Primeiro Lanterna, um ser extremamente poderoso. Mas antes disso, acompanhamos diversas edições onde o Primeiro Lanterna mexe com o tecido da realidade, mostrando o passado dos personagens e como poderia ter sido. Soa como diversas histórias interligadas enquanto uma maior acontece reunindo todas. É tudo tão grandioso que a última edição tem o triplo de páginas que de costume, trazendo um final para tudo o que foi criado até ali. Tudo bem que posteriormente há epílogos dizendo "nunca é o fim", afinal, as hqs continuam, mas A Ira do Primeiro Lanterna marca o fim de uma era duradoura. E assim a vida continua.

[RASCUNHO] Lanterna Verde (Novos 52) [1 ao 12] (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Novos 52 ~ Lanterna Verde 1-12 + Tropa dos Lanternas Verdes 1-12 + Novos Guardiões 1-12 + Tropa dos Lanternas Vermelhos 1-12 + Lanterna Verde Anual 1

Já havia lido algumas hqs dos lanternas dos Novos 52 e gostei bastante. Decidi então ler as hqs desde o início. Primeiramente, o que mais me interessou foram não terem descartado a ideia de várias tropas de cores diferentes, que se iniciou lá em Guerra dos Anéis e, posteriormente, foi desenvolvida na sensacional saga Noite Mais Densa. Porém, foi além, Novos 52 era pra ser um reboot, mas a história dos lanternas não foi esquecida e continuou.

A hq Lanterna Verde se focou na dupla Hal Jordan e Sinestro (que está como lanterna verde) e o fim da tropa amarela. Temos também a parte da tropa índigo, que chega a ser surreal, revelando os segredos por trás da tropa. Ao fim, o retorno do lanterna negro, que já chega causando. Ótima história, sempre com muita tensão e um belo visual.

A hq Tropa dos Lanternas Verdes se focou, como o nome diz, na tropa dos lanternas verdes, onde eles tentam se proteger de um ataque de seres que querem exterminá-los. Posteriormente, temos o julgamento do John Stewart e o caso da Tropa Alfa. Boa hq. Percebe-se claramente que ela forçou ser mais "violenta", contendo diversas vezes mortes de lanternas. Sério, diversas mesmo.

A hq Novos Guardiões tratou da união das lanternas. O lanterna verde Kyle Rainer de repente recebe as lanternas das outras tropas e parte em busca de respostas. Pra isso, ele recebe ajuda das outras tropas. Muito bom, ver o relacionamento das diferentes cores não é de hoje mas é uma ótima sacada, histórias bem feitas.

A hq Tropa dos Lanternas Vermelhos é mais "afastada", se focando nos lanternas vermelhos (dã). Primeiro acompanhamos Atrocitus, líder, em busca de um "braço direito" pra tropa. Depois, temos a rebelião de um dos lanternas e a busca dos lanternas pra impedir o fim deles mesmos. Também temos o surgimento do lanterna vermelho humano. Foi até melhor do que eu imaginava, tem todo um drama por trás dos personagens, um motivo pro que eles fazem, por mais "polêmica" que seja suas atitudes.

Histórias de qualidade. As hqs Lanterna Verde e Tropa Verde levam ao primeiro anual da hq Lanterna Verde, onde temos o "encerramento" daquele "arco" construído até o momento e o gancho pro início do próximo "arco". Na verdade é um arco só, mas há uma divisão pro evento que se espalhará por todas as hqs dos lanternas, que tem a ver com o Primeiro Lanterna e todo o papo da profecia do fim das tropas e do surgimento da Terceira Armada.

Penadinho - Vida (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~

Penadinho - Vida


Quando liberaram a capa-teaser, imaginei que seguiriam algo mais sombrio. O resultado foi diferente, uma história de amor com drama e aventura. Dona Cegonha chega ao cemitério avisando que Alminha vai reencarnar. Penadinho diz que dará o recado. Ele tem até o amanhecer pra ficar com ela antes que tudo termine. Desesperado, ele tenta cumprir suas promessas com ela mas acaba piorando a situação. Em meio a isso, Alminha é capturada por um vampiro que se utiliza de almas pra fazer perfume. Cabe a Penadinho e a turma do cemitério resgatarem-na.

O que mais chama a atenção nessa releitura é o visual, seguindo um estilo de desenho animado. Cenas noturnas e cores frias passam a essência de cada momento, onde podemos sentir que, mesmo Penadinho estando entre amigos, ainda se sente solitário por causa da Alminha. Falando no Penadinho, seu visual é o que mais se destaca, com uma forma carismática, grandes olhos como uma bola de luz em meio a escuridão e uma aura azul ao seu redor. Alminha idem.

O roteiro e a arte ficam por conta de Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Talvez você conheça eles por participarem do longa Uma História de Amor e Fúria. Recomendo a leitura.

sábado, 6 de junho de 2015

Revendo "Coragem - O Cão Covarde"

~Publicado originalmente em redes sociais~


Hoje terminei de ver todos os epis de Coragem, O Cão Covarde

O desenho não tão infantil de 102 episódios (4 temporadas) que referencia os filmes de terror (Psicose, Exorcista, Poltergeist, entre outros filmes de aliens, zumbis, espíritos, etc) e a música clássica (apesar da trilha original, houveram músicas clássicas no meio, as vezes com algumas modificações). Comecei a ver ano passado e, aos poucos, fui conferindo epi por epi. Também conferi o piloto, que mostrava que a série seria mais "sombria" ainda (provavelmente o Cartoon não aprovou aquele nível mas deu liberdade pros criadores manterem a essência). A maioria dos epis são bons, outros nem tanto (em especial num certo período), mas, de forma geral, Coragem é um desenho de qualidade com um toque de terror. A cada episódio acompanhamos os acontecimentos sinistros que ocorrem geralmente em Lugar Nenhum com a inocente velhinha Muriel, seu marido resmungão Estácio e seu cachorro Coragem, que acaba tendo de salvar seus donos do perigo.

A cada epi também os sustos do Coragem variam, sendo os mais criativos e diversificados possíveis. Seja um grito gigante, o coração sair do corpo, os olhos pularem pra fora, a cabeça explodir, ficar apenas os ossos, outro Coragem gritar de dentro do Coragem, o corpo partir ao meio, etc. E, além dos três personagens principais, em meio a milhares de outros, temos personagens que fazem parte de outros epis, como o computador falante e irônico do Coragem, o médico que ora sabe de tudo ora sabe de nada, o general e seu soldado que vivem tentando matar um ao outro, o gato diabólico Katz, a mãe do Eustácio, a médium Shirley, entre outros.

Algumas frases memoráveis: "As coisas que faço por amor..." (Coragem), "Minha Nossa!" (Muriel), "Cachorro Idiota!" (Eustácio), "Grande Coisa!" (Eustácio) e "Cadê a minha Comida?" (Eustácio).

Há epis marcantes, como a dos bárbaros fantasmas da maldição do moinho, do zumbi que quer gravar um filme, do triste passado do Coragem, do demônio do colchão que possui a Muriel, da lula espacial que cai na Terra e tenta proteger seus filhos, da múmia que envia maldições esperando que devolvam sua pedra, da toupeira lobisomem, do porco da lanchonete que mais parece um assassino, do jacaré mágico que brinca com marionetes, do frango espacial (que até retorna em busca de vingança), do chapéu de ouro, da torre de um cientista louco, do boneco de neve, do clube da colcha que quer costurar a Muriel, da mulher que vive na poça negra, do Fred (que até deu origem a creepypasta), da sombra misteriosa, do espírito em forma de rosto que quer expulsar todos de casa, da máscara (que foi censurado), da árvore que realizada desejos, entre outros. E pra quem se pergunta o que aconteceria se alguns desses vilões se unissem, há um episódio que mostra isso, lá pro final do desenho.

Ainda espero que um dia façam um filme do Coragem no cinema... se for em live-action será assustador, o Cartoon provavelmente não aprovaria, mas em animação, assim como o desenho, é uma boa.

domingo, 31 de maio de 2015

Universo Aranha (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Universo-Aranha talvez seja a melhor saga do Homem-Aranha dos últimos anos (e nem foi difícil). Acompanhamos viagens por vários universos enquanto as Aranhas buscam outras Aranhas pra lutarem contra os Herdeiros, vampiros que se alimentam das Aranhas e querem exterminar todas elas de todos os universos. Só que os Herdeiros também vão atrás das Aranhas dos outros universos...

Tem o Superior, o Homem-Aranha que conhecemos, o Ultimate, o da série japonesa, o do desenho do Ultimate, o do desenho dos anos 60, o de seis braços, Aranha das hqs antigas, até o Aranha das tirinhas de jornal aparece. Há inúmeras versões de Aranhas, e não é só do Peter. Tem universo que tem Gwen-Aranha, May-Aranha, Ben-Aranha, algum clone do Peter que continuou o legado, etc. Há também outros tipos de Aranha, como Porco-Aranha, Macaco-Aranha, Punk-Aranha, Aranha que usa traje de robô, etc. É curioso ver como algumas ações mudam o rumo de tudo. Como o Peter é o Aranha principal, o foco nesse tipo de universo é maior, então vemos universos onde a história foi semelhante, mas, com um detalhe ou outro mudado, os acontecimentos levaram a rumos completamente diferentes.

Pra acompanhar a história é necessário ler todas as hqs do universo aracnídeo que façam parte da saga, o que dá umas 30 edições, considerando todos os títulos normais mais os títulos feitos especialmente pra saga. O título mesmo com o nome da saga só tem duas edições e te deixa mais perdido que tudo se não ler outras hqs. Mas, mesmo tendo que ler isso tudo, é uma boa história pros fãs, então acaba se tornando agradável, é algo que o fã mesmo tem vontade de ler. Durante as buscas, nas hqs vemos os universos paralelos. Durante os confrontes, nas hqs vemos o que estava acontecendo em outro lugar durante aquele tempo. E tudo se conecta mesmo, não é apenas um acréscimo na história, uma curiosidade, é um conteúdo importante, é como uma história que vai se dividindo em linhas e se unindo vez ou outra até se unir completamente. Muito melhor assim do que diversas sagas que andam lançando que você precisa ler até o que não quer pra entender tudo e mesmo assim fica confuso e ainda por cima há leituras que não fazem a menor diferença. Não é o caso de Universo Aranha. Tudo bem que nem tudo é realmente importante pro fim da história, mas esse é o objetivo da saga, mostrar diversas realidades de Aranha, mesmo que nem todos sejam importantes ou não apareçam pra grande batalha. E há motivos! É tudo explicado, tem todo um sentido. Esse Universo Aranha abriu portas pra novos personagens e novos universos a serem explorados.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron

 ~Publicado originalmente em redes sociais~


Ah, Marvel... é assim que se faz!

Ia postar algo ontem de noite, mas peguei no sono quando cheguei em casa. Saí quase uma hora de casa pra tentar pegar uma das primeiras sessões. 10 minutos depois tava eu no cinema (é perto de casa). Cinema fechado, uma fila gigantesca dando a volta pela praça de alimentação. Cerca de uma hora depois consegui comprar ingresso "apenas" pra sessão das 16h15m. Até que a fila foi rápida, todos os caixas estavam funcionando. Lembro de filme que já fiquei até mais tempo na fila com uma fila menor pq tinha um ou dois caixas apenas. Mas não vem ao caso.

A fila pra entrar na sala deu volta no corredor atrás do cinema, lugar escuro, a iluminação vinha dos celulares das pessoas. Lá tinha uma passagem com escadas onde, no meio dela, tinha um poster da Mulher de Preto 2 em forma da... mulher de preto. Um pessoal ficou brincando com isso, uns se assustaram, eu tirei foto (do poster). Aquilo tinha sido proposital, só pode. Mas tb não vem ao caso.

Só passou trailer do Homem-Formiga. Esperava mais trailers. Mas vamos ao filme.

Antes de tudo, não me peçam pra dizer qual é o melhor, o primeiro e segundo Vingadores são bem diferentes, e isso dá pra notar desde o início. O primeiro era um filme divertido e humorado. Esse é divertido e humorado tb, mas com um clima mais sério, dá espaço pra várias cenas dramáticas. Há momentos em que o humor é nulo, mas não é sempre, afinal, Marvel é Marvel e sabemos que ela ama fazer piadinha em alguns momentos. Felizmente, tudo aqui funciona, assim como no primeiro.

Não há pressa pra apresentarem o Ultron. Primeiro temos os irmãos Maximoff e a Hydra, que ocorre no início do filme, com os Vingadores em sua "última missão" (acreditavam eles). Entretanto, o Ultron não demora pra aparecer. E quando aparece, já deixa sua marca, já mostra que aquilo sim é um vilão de verdade. Pronto, depois disso tudo vira um caos.

De um lado, os Vingadores se escondendo do Ultron procurando um meio de derrotá-lo, mesmo parecendo impossível. Do outro, Ultron construindo sua legião de outros Ultrons e os irmãos Maximoff ao lado dele.

A relação da Viúva Negra com o Hulk, bem ao estilo A Bela e a Fera, é retratada nesse filme, mostrando a paixão dos dois. A Viúva inclusive tem umas revelações tristes. O Gavião Arqueiro tb ganha seu destaque, se tornando o lado mais humano do filme. O Thor tá naquela de terminar aquilo e ir pra casa. O Homem de Ferro... bem, vcs sabem como ele é. O Capitão América idem. Os irmãos Maximoff tão bem representados. Há um motivo para eles fazerem o que fazem. Os outros personagens inseridos no filme, sejam novos, sejam antigos, tão bem inseridos, nada forçado e todos com seu momento.

O Ultron é sinistro. Ele não fica fazendo piadinhas como disseram, mas tb não é totalmente sério como nos trailers. Apesar disso, é bem moderado. Não há exagero, em alguns momentos ele se utiliza de ironias e altos pensamentos para falar com os humanos. É demais.

Claro que não poderia deixar de falar do Visão, personagem marcante. Só não vou endeusar ele como muitos estão fazendo, achei um bom personagem sim, muito bom, e cumpriu seu papel, mas não acho que tenha sido "o melhor personagem". Tá tudo muito grandioso nesse filme, fica difícil equiparar os personagens.

A famosa cena do Hulkbuster contra o Hulk é sensacional. Não acho que os trailers tenham estragado, continuou muito bom. Mesmo tendo sido a mais exposta das cenas, mas dá sim pra se divertir bastante. Muita coisa do filme continuou em segredo, mesmo com tanta exposição nos trailers. Então sim, dá pra se surpreender, e muito, com o filme.

O final é coisa de louco. Altos acontecimentos e reviravoltas. É curioso notar que os Vingadores apenas surgiram para cumprir uma missão, e eles continuam nessa vibe de encerrar tudo logo (a cena festiva ainda no início do filme seria uma despedida, se não fosse o Ultron pra unir os heróis novamente). Mas nós sabemos que, independente deles se separarem ou não, acabam voltando, o grande perigo ainda está por vir.

Por enquanto acho que só tenho isso pra falar. É um filmão da Marvel, obrigatório pros fãs, pra quem quer um bom filme de drama e ação com um toque de comédia, pra quem quer se divertir e se emocionar. E não se esqueçam da cena durante os créditos, que, apesar de simples, concluiu os pensamentos de muitos leitores de hqs. Infelizmente não temos citação do Aranha e só há uma cena depois do filme. Acreditam que tem gente que ainda não sabe quem é que apareceu na cena dos créditos? A essa altura do campeonato? Acontece. Agora é esperar por Homem-Formiga esse ano ainda. Mas to empolgado mesmo é pra Guerra Civil ano que vem. Enquanto isso, vamos aproveitar Vingadores 2, um dos melhores filmes da Marvel.

10/10

terça-feira, 21 de abril de 2015

[RASCUNHO] Sandman - Os Caçadores de Sonhos (livro)

~Publicado originalmente em redes sociais.
~Entende-se por crítica incompleta aquela crítica que não me aprofundo mas acho válida a postagem aqui no blog.


Livro de Sandman, do Neil Gaiman. Não confundir com a versão em quadrinhos, que também existe. Aqui Gaiman escreve mesmo um livro e conta com a participação de Yoshitaka Amano na arte (e que artes belas!).

A história faz uma releitura de um conto japonês onde uma raposa se apaixona por um monge e tenta protegê-lo de demônios que querem acabar com ele. Para isso, ela vai até Morfeu pedir ajuda...

É uma história simples e atraente, do mesmo nível dos quadrinhos. Para entender, basta ter noção de quem é Morfeus, no máximo quem é o corvo, embora a própria história revele essas informações (de forma bastante natural). A escrita é suave e as imagens são para apreciar.

Cartoon Network - Super Secret Crisis War (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais.


Série em 11 edições, sendo 6 principais e 5 paralelos, para serem lidos entre as edições principais.

 A história já começa com uma equipe de vilões, liderado por Aku, capturando os heróis de seus universos. A ideia é dominar o mundo com a ajuda de vilões de outros universos, entregando a eles seus rivais (no caso, os heróis). Participam do crossover os desenhos Samurai Jack, As Meninas Super Poderosas, Ben 10, O Laboratório de Dexter e Du Dudu & Edu. As edições paralelas contam sobre os personagens que os robôs não conseguiram capturar. Participam de cada edição os desenhos Johnny Bravo, As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, A Mansão Foster Para Amigos Imaginários, A Vaca e o Frango e KND A Turma do Bairro.

 As edições principais são como, em sua maior parte, uma grande cena única, dividida em partes pela limitação de páginas por edição. É uma boa história, decente, bem fiel a essência dos desenhos, segue até os traços de cada desenho (falo tanto no sentido de arte quanto de características pessoais). Tem um desenrolar de história adequado pra 6 edições. Já as edições paralelas, servem, em parte, mais por curiosidade pra saber pq alguns não apareceram. Tirando o primeiro, em que um 'personagem' acaba sendo levado pras principais, embora seja um personagem não relevante e sem importância pra história, os outros são mais "fanservice" mesmo, na falta de uma palavra melhor. Além das histórias, ao fim de cada edição paralela há uma parte do prelúdio das edições principais, mostrando Aku observando os universos e convocando os vilões.

 Senti falta de aliens clássicos do Ben, mal conheço os que apareceram. Tb senti falta do Coragem, se encaixaria muito bem numa edição paralela. Se bem que podiam juntar todo mundo no crossover principal, ia ser no mínimo inusitado. De qualquer forma, foi uma hq divertida de ler. Ao fim, há um anúncio de crossover das Meninas Super Poderosas com o universo do Cartoon, dentre eles, com o Coragem. Espero conferir. E gostaria de um crossover dos desenhos antigos com os atuais, só por curiosidade.

domingo, 19 de abril de 2015

Pinocchio (dorama)

~Publicado originalmente em redes sociais.


Que dorama! Uma história de amor, vingança, manipulação e jornalismo. Indicado a diversos prêmios, dos quais ganhou vários, e com uma boa audiência, Pinocchio logo se tornou um sucesso.

Como todo bom dorama que, de início, esconde seu potencial, Pinocchio em seus primeiros episódios não se mostra surpreendente. A única coisa que mantém a curiosidade é o flashback impactante de segurar o choro mostrando como Dal Po perdeu sua família, que falarei daqui a pouco, e o tal irmão querendo vingança. Tentam mostrar algo "leve" em geral mas tacam cenas pesadas aqui e ali mostrando que algo está por vir, que o dorama não é bem o que parece ser. Apenas pelo terceiro, quarto episódio é que as coisas começam realmente a melhorar. Depois disso, melhora a cada episódio, são diversas "reviravoltas", segredos vindo a tona, acontecimentos marcantes. E, embora o dorama tenha um foco, vai além. Muitas surpresas. Sim, é esse tipo de dorama. Não só, o dorama também é um daqueles em que todos os personagens possuem seu espaço, todos os personagens são bons e os personagens secundários chegam a ser "melhores" que os principais, mesmo os principais sendo bons.

História

O nome do dorama se dá pela doença (fictícia) chamada Pinóquio. O portador dessa doença não consegue mentir, já que, caso minta, soluça e acaba se denunciando. Nos dois primeiros epis, acompanhamos Choi Dal Po num programa de tv respondendo perguntas enfrentando o aluno mais inteligente de sua própria escola, sendo ele o mais "burro". Enquanto isso, In Ha e outros alunos acompanham tudo pela televisão na sala de aula. Durante, Dal Po relembra seu trágico passado, apresentando as primeiras revelações da série.

A muitos anos, o garoto Ha Myung perdeu o pai, chefe de bombeiro, numa explosão. Enquanto sua família estava de luto, a repórter Song Cha Ok acusou o chefe de bombeiro de ter fugido do local, já que, supostamente, um pinóquio o viu nas ruas. Isso tornou a vida da família um inferno, tudo por causa de um rumor não confirmado e incentivado pela tal repórter, que inclusive havia manipulado outras matérias. A situação chegou a um ponto tão grave que certo dia o irmão de Ha Myung, que disse que ficaria ao seu lado, não voltou mais para casa. Horas mais tarde, Ha Myung e sua mãe foram passear, onde ela cometeu suicídio, tentando levar ele junto. Ha Myung sobreviveu e foi achado por Choi Gong Pil, um senhor de idade com transtornos mentais, que o adotou. A partir desse dia, ele começou a ser chamado de Dal Po, mesmo nome do filho que esse senhor de idade tinha, que morreu a muito tempo. Logo depois, In Ha e seu pai, Choi Dal Pyung, foram morar na mesma casa. Dal Po e In Ha logo se apaixonaram, mas as coisas mudaram quando Dal Po descobriu que In Ha era filha da Song Cha Ok, a repórter que acabou com sua vida. Os anos se passam e In Ha decide se tornar repórter. Enquanto isso, Ki Jae Myung, o irmão de Dal Po, planeja vingar a morte do pai.

Após, acaba que Dal Po se junta a In Ha para se tornarem repórteres juntos, já que Dal Po quer derrubar Song Cha Ok sendo um repórter melhor que ela, com objetivo de destruir sua carreira e mostrar ao mundo a injustiça que ela fez ao seu pai. A partir daí são diversas reviravoltas e surpresas, já começando pelo Ki Jae Myung querendo fazer justiça com as próprias mãos, Song Cha Ok dando um fora na filha, um misterioso homem que envia mensagens pra In Ha, uma mulher dona de uma marca, etc. E isso tudo nos primeiros episódios. E mais uma coisa: caso não tenham percebido, Dal Po é tio de In Ha, portanto eles vivem um amor proibido.

Personagens

"Um pinóquio pode ser jornalista?", é a pergunta que fazem. Ora, um pinóquio não pode mentir, apenas dizer a verdade. Isso traz mais credibilidade ao jornalista? Tudo bem, traz, mas e se a emissora tiver algo a esconder? Como resolver? São questões que a personagem In Ha busca responder. Mas... os jornalistas não deveriam dizer apenas a verdade? Nessa parte entra a revolta de Dal Po.

A maioria dos atores foram novidade para mim, embora até agora só tenha reconhecido a atriz que fez a In Ha, que vi num filme. Mas não me focarei neles, e sim em seus personagens.

Todos os personagens possuem seu espaço no dorama. Eles se dividem entre momentos sérios e divertidos. Provavelmente apenas a repórter se fixa totalmente na seriedade. Até o irmão do Dal Po tem seus momentos divertidos, apesar da maior parte ser séria. Parte dos jornalistas se fixam em trazer os momentos mais divertidos, mesmo que involuntariamente. Rixa de emissora, briga com estagiário, estagiários fazendo planos, tentativa de conseguir uma exclusiva a qualquer custo, encontro com o repórter da outra emissora, todas essas ocasiões trouxeram situações cômicas. Mas, como disse, eles também trazem a parte séria do dorama. Matérias de tragédia, investigações, apurações dos casos, visita às vítimas, são tudo com eles. Os estagiários ainda contam com a ajuda de um policial amigo do Dal Po e da In Ha, outro bom personagem.

Gostaria de citar todos os personagens, até aqueles que aparecem pouco, mas deixaria meu texto muito longo (digo, maior do que já tá), então, além dos personagens já citados, cito meus dois preferidos: Yoon Yoo Rae, a garota linda e louca que acha que tão dando em cima dela, que reclama por ser deixada de lado, que bebe pra esquecer e dá ataque... deu pra rir bastante; e o capitão Hwang, que... faz o trabalho dele e ajuda Dal Po. Deixarei os outros para você descobrir quando assistir, caso assista.

Pinocchio conseguiu a proeza de trazer personagens secundários melhores que os principais, mesmo os principais sendo bons. Geralmente o que acontece é dos principais serem fracos, deixando os secundários salvarem o dorama, mas não é esse o caso. Sem querer ser repetitivo, mas todos são bons. Ok, não falo mais isso.

O poder da mídia

Depois de tudo explicado, não poderia deixar de dizer o quanto um jornalista tem o poder de mudar a vida de uma pessoa. A mídia domina o mundo, o jornal se tornou uma fonte de autoridade, onde, além de passar as informações para as pessoas, alguns ajudam a polícia nas investigações. As pessoas assistem o jornal para se atualizarem e saberem o que está acontecendo ao seu redor e ao redor do mundo. Elas acreditam fielmente no que é mostrado no jornal, sequer se indagam sobre a veracidade dos fatos. Por isso, as matérias devem ser muito bem apuradas para que nenhum erro ocorra. No dorama, o caso dos bombeiros é o que melhor mostra isso. Por causa de um rumor, toda a atenção se voltou para a família do bombeiro e trouxe consequências terríveis. Ao longo do dorama, quando são reveladas outras surpresas, o ódio do público só aumenta em relação a certos repórteres.

Muitos podem dizer logo que há manipulação de informação, mas não é apenas manipulação que ocorre. O problema é mais simples do que parece: apuração do caso. Durante o dorama outros exemplos ocorrem onde casos não são totalmente apurados e acarretam em situações problemáticas. A manipulação também não vem exatamente dos jornalistas, já que há todo um filtro na redação para que isso não ocorra. Aí sim as coisas são mais profundas do que pensamos. No fim, resta aos bons repórteres mostrarem que o jornalismo possui caráter e que o compromisso com a verdade não foi esquecido.

Conclusão

Pinocchio é recomendado não só para os dorameiros de plantão, mas também para quem aprecia uma boa história e, claro, para os jornalistas. Há ensinamentos de como um jornalista deve ser, o que não deve ser feito, dicas para atrair público, até mesmo como desviar o foco de notícias, como se safar de situações que manchem a imagem da emissora e do jornalista, etc, revelando truques muito usados na vida real.

Apesar do início parecer sem sentido em relação ao resto do dorama, saiba que tudo ali tem seu motivo, que será revelado posteriormente. O final do dorama é satisfatório, embora o último episódio sirva apenas para mostrar a vida dos personagens depois de tudo o que aconteceu. Pinocchio já entra na minha lista de melhores doramas que vi, com uma história envolvente, personagens marcantes, um bom roteiro e uma boa trilha sonora. Eis o resultado do sucesso.

Obs.: Todos os 20 episódio possuem como título nomes de contos.

domingo, 22 de março de 2015

O fim de Glee [post especial]

~Post originalmente publicado em redes sociais.

~Entenda isso aqui como uma "crítica especial" ou simplesmente um comentário~


 O fim de Glee

"E depois quero sair daqui como seu eu fosse ver todos no clube glee amanhã. Então não será um adeus." ~Bem isso. Terminei de ver o episódio como se fosse mais um episódio, já com vontade de assistir ao seguinte. Acontece que não terá um episódio seguinte.

Tudo tem um fim. E para Glee esse fim chegou. Foram anos acompanhando a série que me ajudou a vencer preconceitos e ter um novo olhar sobre as pessoas. Tiveram altos e baixos, muitos baixos até, já cheguei a me perguntar o motivo de continuar assistindo, mas a explicação é simples: Valia a pena. Os altos eram marcantes, viciantes, não dava pra simplesmente abandonar. Além, haviam bons personagens, uma história que se levava a sério mas nunca deixava de se "auto-zoar" sempre que possível (Sue que diga, a personificação dos haters da vida real) e boas músicas. Muitas músicas e artistas eu sequer conhecia antes de Glee e hoje acabo ouvindo, tudo graças a Glee (olá, The Journey).

Ainda faltou muita coisa que gostaria de ver acontecendo em Glee, como um tributo a Elvis Presley (até imaginei o Finn cantando Love Me Tender pra Rachel), ou a Rachel cantando My Heart Will Go On (e cantando The Climb direito), ou a Tina tendo mais sorte nas coisas, mas foi bom terminar por aqui, por mais que eu queira mais. A série andava bem, mas depois das complicações e morte do Cory, o roteiro muita das vezes começou a parecer improvisado. Ora, realmente foi isso que aconteceu, não? Felizmente a série foi reconhecida e, em vez de ser cancelada, tivemos uma última temporada para nos despedirmos dos personagens. Não que fossem episódios ruins, gosto bastante de diversos episódios da "segunda trilogia" tanto quanto da "primeira", como o especial "Glease" (Grease), mas quem acompanhou sabe como foi.

Meu personagem preferido da série era o prof Will, seguido do Finn. Melhores vozes pra mim, masculino era o Blaine e feminino a Quinn, embora não seja nada definitivo, já que tb curto bastante a voz do Sam, do Artie, do Kurt, da Rachel, da Amber, da Santana, d... ok, de todos, ou pelo menos da maioria, até da Emma curtia, acho. Enfim. Poderia falar muito mais, mas não irei. Pelo menos não agora.

Glee vai fazer falta, isso será um adeus para o ineditismo, mas não um adeus para a série, os artistas e tudo o mais, afinal, mesmo que não saia nada novo daqui em diante, lembrarei e relembrarei de todos os momentos e continuarei ouvindo os covers de Glee, acompanhando os artistas em suas carreiras musicais e/ou de atores. Quando bater a saudade, assistirei alguma apresentação da série ou colocarei a música para ouvir no celular. Até mais, Glee Club.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Titanic (2012) (série)

~Publicada originalmente em redes sociais.


Minissérie em 4 episódios contando a tragédia de diferentes pontos de vista, dos ricos aos pobres, dos que conseguiram entrar no bote aos que ficaram onde estavam. Os momentos finais são mostrados por aqueles que estavam na água (tanto no bote quanto literalmente), vendo o Titanic afundar cada vez mais.

Cada epi conta a história desde antes do Titanic embarcar até o momento dos botes, exceto o último que retorna um pouco antes da colisão. Como são muitos personagens e quiseram deixar o drama acontecer logo, a cada epi voltamos ao começo e acompanhamos o cotidiano de diversos personagens dentro do Titanic (e alguns pouco antes também). Todos tem espaço na série.

A série é ótima, o último episódio então consegue ser um drama forte. O único ponto negativo é que há uma quantidade significativa de cenas iguais ou semelhantes durante os epis, já que os personagens sempre se encontram em algum momento. Não que isso seja ruim, o problema é o excesso de tais cenas, mas a ideia foi muito bem utilizada, buscando trazer algo de diferente em algumas dessas cenas, como mostrar aquele acontecimento de outro ângulo ou revelar algum diálogo que acabou sendo "abafado". Há também cenas onde contam o que aconteceu com algum personagem entre uma cena ou outra que não foi mostrada no episódio anterior.

Ao fim, a série é como uma história que vai sendo contada através de pedaços misturados, cabe ao público juntar as peças e apreciar toda a história contada de diferentes modos, mas com algo em comum: a tragédia do Titanic.

Nota 9/10

quarta-feira, 11 de março de 2015

O Que Aconteceu ao Homem Mais Rápido do Mundo? (hq)



Grande surpresa. Já considero uma das melhores hqs que li. Já tinha ouvido falar a um tempo mas não havia ainda dado uma chance. O que me chamou a atenção foi logo a capa, seguindo um estilo de jornal, com direito a matéria. Sim, a capa remete a uma versão simplificada de uma folha de jornal. Na matéria, é citada a tragédia ocorrida num acidente de trem, onde as pessoas foram transportadas para um local seguro num piscar de olhos. Alguns disseram ter visto uma pessoa transportando as outras numa velocidade tão rápida que os olhos não podiam acompanhar. Há outra matéria sobre a torre Prometheus, que faz parte da história.

Depois de uma rápida explicação sobre a editora original, Accent UK, e o autor da hq, Dave West, temos uma introdução exclusiva pra edição brasileira escrita pelo próprio Dave West. Ele conta sobre a hq, seus trabalhos e sua reação ao saber da proposta de lançar a hq no Brasil. Vale citar que a hq foi vencedora do prêmio Eagle em 2009.

A trama então tem início. Estamos na Grã-Bretanha, um cientista maluco anuncia que colocou uma enorme bomba em algum lugar e pede em troca uma grana alta. A polícia então descobre que a bomba está no Reino Unido, mais precisamente em Londres, e diz que está fazendo o possível pra desativa-la, mas não obtém sucesso. Agora falta menos de uma hora. As ruas estão um caos. Num bar, Bobby Doyle assiste aos acontecimentos pela tv, até que decide parar o tempo, pois ele sabe que é o único que pode fazer algo. Ele vai ao local e percebe que não pode desativar a bomba, então resta uma coisa: retirar as pessoas de lá. Daí em diante acompanhamos os passos de Bobby em busca de salvar a todos. Como esvaziar uma cidade com milhares de pessoas? Quanto tempo Bobby levaria pra concluir isso? Conseguiria Bobby abrir todas as portas em menos de uma hora? Aguentaria Bobby carregar todas as pessoas para um local seguro?

Duas coisas que necessitam serem citadas sobre Bobby e seus poderes são: 1) O tempo pra ele passa normalmente. Enquanto todos estão parados, ele continua envelhecendo. Mesmo que um longo tempo depois ele faça o tempo "voltar ao normal", ele continuará mais envelhecido, como se nada tivesse acontecido. 2) Bobby não consegue abrir portas quando o tempo está parado. O motivo disso é que tudo que está parado requer enorme força para "movimentar", então tudo que é mais pesado que ele se torna um problema. Apenas coisas leves ele pode fazer algo, embora não resolva muito com o tempo parado. No caso da porta, para abrir, ele necessita fazer o tempo "voltar ao normal", e consegue isso de forma rápida.

A narrativa se divide em diálogos entre personagens e narrações em terceira pessoa. Vemos Bobby refletindo sobre o que está fazendo e se indagando sobre a vida, enquanto observa as pessoas (e até tenta conversar com elas) e elabora meios de salvá-las. Na arte em preto e branco, traçada a lápis, temos Bobby mais "animado" que o restante dos elementos que compõem a cena, que são mais "rascunhados/apagados/sólidos". Isso funciona muito bem pra destacar Bobby, que está "vagando pelo tempo", enquanto todos estão parados. Caso toda a arte esteja num único estilo, é porque o tempo está "normal".

Não acho que deva considerar spoiler o fato de que Bobby começa a envelhecer durante a hq, até porque como disse antes, o tempo dele passa normal mesmo que o dos outros tenha parado. Quanto tempo se passa para ele, se são horas, dias, meses ou anos, é algo que deixarei para quem quiser ler descobrir. O final pode não ser uma grande surpresa, embora dê para imaginar alguns modos de como poderia ter acabado, mas é belo, dramático, marcante. Pra finalizar ainda há um epílogo.

Logo após o fim da história temos mais uma notícia jornalística, que se passa depois dos fatos narrados. Posteriormente, há um texto de Maurício Muniz, editor de quadrinhos da Gal Editora, que foi a editora que publicou a hq no Brasil. Ele detalha como foi a negociação pra publicar a hq no Brasil e seu amor por hqs. Ele também fala sobre o prelúdio da hq, oferecida por Dave West para publicar junto com a edição brasileira. Após, temos o prelúdio na íntegra.

O Minuto Mais Longo conta um dos casos em que Bobby parou o tempo quando algo deu errado, ainda em sua infância. Acontece que Bobby tava atrasado pra escola e deixou a porta de casa aberta ao voltar para buscar algo. Nesse meio tempo, o cachorro de Bobby fugiu e foi em direção a morte dada como certa, ele havia ido em direção a um ônibus em movimento. Desesperado, Bobby para o tempo e percebe que nada pode fazer, afinal, sua porta do quarto está trancada e pra destrancar ele precisa fazer o tempo "voltar ao normal", mas se fizer isso, seu cachorro morre.

Pra finalizar a edição brasileira, temos quatro artes exclusivas, sendo duas por desenhistas da Accent UK e duas por brasileiros envolvidos no projeto da hq no Brasil. Ao mais, no início da edição temos uma arte americana e ao final, antes das exclusivas, uma arte inglesa. Fora as artes, posteriormente há uma pequena nota sobre os artistas envolvidos na hq e, pra finalizar tudo, mais uma matéria de jornal.

Sem querer parecer repetitivo, mas como disse no início do texto, "O Que Aconteceu ao Homem Mais Rápido do Mundo?" foi uma grande surpresa pra mim e uma das melhores hqs que li. Para os amantes de hqs que procuram algo diferente, tá aí uma dica, digamos, obrigatória. Para os mais chatos que não se surpreendem fácil, digo que até dá pra achar falha no roteiro, mas é tudo tão belo e dramático que nem dá pra ligar pra isso. Não costumo falar sobre uma edição em si, apenas de sua história, mas dessa vez não deu pra não falar. Recomendo muito e fico no aguardo de um filme. Não custa sonhar.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A Saga da Fênix Negra (hq)

 

De "Deus poupe o filho..." a "O destino da Fênix!", a saga da Fênix Negra é uma das mais famosas dos X-Men, mostrando a Jean sendo corrompida pela entidade Fênix, que a 'ressuscitou' depois de morrer salvando o mundo. Com o novo poder, Jean salvou o universo novamente. Em meio a isso tudo, começou a ser vítima dos ataques psíquicos de Jason Wyngarde, o Mestre Mental, pertencente ao Clube do Inferno. Tudo isso a levará a libertar a Fênix.

Vale citar que a saga não tem um foco total na Fênix, o que é curioso. Enquanto acompanhamos Jean "viajando no tempo" devido ao Mestre Mental, acompanhamos também os X-Men indo em busca de duas novas mutantes: Kitty Pride e Cristal. Também acompanhamos o Clube do Inferno e o que acontece por lá, somos apresentados à Emma Frost e conhecemos o senador Robert Kelly (quem conhece sabe sua importância pro futuro da franquia, inclusive na hq já temos citação sobre sentinelas e caça aos mutantes). Depois disso tudo é que temos a Fênix Negra de fato.

De início, os X-Men estavam voltando de mais uma missão bem sucedida de salvar o mundo. O professor Xavier, que estava com Lilandra, imperatriz do império Shiar, também decidiu voltar e todos se reencontraram na Mansão. Então a história se desenrola.

A história se alterna entre Terra e espaço. Na Terra, vemos os X-Men contra o tal Clube do Inferno. Quando a Fênix é liberta, já começa a fazer suas vítimas na mesma hora. No primeiro confronto com os X-Men ela vence sem dificuldade e vai para o espaço, o que nos leva em determinado momento novamente ao encontro do império Shiar.

Jean, já sem controle, totalmente tomada pela Fênix, além de tentar matar seus amigos, faz feitos terríveis. O mais marcante foi consumir uma estrela, fazendo-a explodir, o que aniquilou um sistema solar inteiro. Dentre os planetas, um habitado por 5 bilhões de seres. Todos morreram.

Obviamente, uma solução para por um fim a Fênix é procurada. Por mais que todos tentem achar uma alternativa, sempre acaba em "devemos matá-la". Os momentos finais são sombrios, afinal, a Fênix matou bilhões de pessoas, não poderia sair impune, muitos queriam vingança. Como a Fênix se libertou, como morreu (e isso atualmente não é mais spoiler), qual foi seu objetivo, como Jean suportou, como os X-Men reagiram, todas essas questões deixarei para você descobrir. Excelente arco e obrigatório para todos os fãs dos mutantes.

Dúvida: Que diabos foi aquela cena do Anjo beijando a Jean e ninguém falando nada?

Destaque: A participação do Vigia no último capítulo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tomorrow Cantabile (dorama)



Depois de começar a assistir e ter toda a empolgação diminuída logo no primeiro epi, insisti em continuar devido a recomendações e comecei a gostar do que estava vendo. Mesmo sendo abaixo do esperado, continuei gostando cada vez mais, até que o fim se aproximou, mas antes que o dorama pudesse terminar, já havia enjoado daquilo. Quando terminou, veio a decepção. Pra quem viu o original, fica difícil não comparar. Eu mesmo evito (em parte) e tento avaliar a obra por si própria e posteriormente por comparação, como uma avaliação extra. Foi difícil. Mas essa nem foi a questão. O dorama é que falhou em alguns momentos.

A trama conta a história de Cha Yoo-Jin, estudante de piano numa escola de música que quer ser maestro de fama internacional. Para isso, ele conta com o fato de ser filho do grande pianista Cha Dong-Woo. O problema é que ele é muito agressivo e fechado, o que começa a afetar sua imagem. Outro problema, o que faz continuar onde está, é seu trauma por avião e mar, devido a um acidente de avião ocorrido quando ele era pequeno. Em meio a isso, Cha Yoo-Jin encontra Seol Nae-Il, uma garota infantil e brincalhona que possui um dom incrível para tocar piano, mas seu jeito de viver e seu desinteresse em melhorar, também devido a trauma, a faz continuar vivendo sem sair do lugar. Eis que o mundialmente famoso maestro Franz Stresemann chega na escola pra mudar tudo.

Avaliando o dorama sem comparar com o original

Posso dizer que é "bom", apenas. O dorama começa tranquilo, sem mostrar todo seu potencial logo de início, desenvolvendo isso nos episódios seguintes, o que acaba se tornando um erro. Os dois primeiros episódios até parte do terceiro não são tão bons a ponto de transmitir aquela vontade de acompanhar o restante do dorama, mas depois as coisas melhoram. Boa parte do dorama presenciamos bons momentos de humor e de drama, mesmo que não inove em nada, trazendo apenas clichês. Mas quem se importa? Clichê pode ser bom quando bem feito. A maior parte disso vem dos personagens secundários, como o violinista Yoo Il-Rak, o tocador de tímpano Ma Soo-Min, a violoncelista Choi Min-Hee e mais alguns outros. Já os personagens principais até conseguem seus bons momentos, embora boa parte venha praticamente da Seol Nae-Il, mas os secundários acabam chamando muito mais atenção que os primários.

Apesar de boa parte ser bem feita e agradar, nem tudo são flores. Um dos principais erros do dorama foi apresentar uma história de orquestra sem uma quantidade significativa de apresentações, que voltarei a falar mais abaixo. Outro problema foi seu final, que se torna entediante e não parece nem um pouco com um final. Na verdade o episódio anterior tem muito mais clima de final do que o último, que mais parece um complemento solto. Para evitar spoilers, não relatarei a situação, mas posso dizer que poderiam ter terminado antes tranquilamente. E aproveitando o episódio final, há um problema terrível: O episódio simplesmente resume eventos importantes construídos ao longo do dorama para focar exclusivamente na relação Yoo-Jin e Nae-Il. É como se todo o conteúdo que construíram até ali que não fosse sobre os dois fosse sem importância.

Avaliando o dorama comparando com o original

Os dois primeiros episódios são muito parecidos com o original, salvo as diferenças. Apenas depois é que o dorama começa a se diferenciar, mesmo seguindo a mesma história e alguns acontecimentos. Embora no fundo seja "mais do mesmo", o que o torna diferente é que ele trilha seu próprio caminho. Tudo bem que no fim de cada 'arco' o resultado é sempre o mesmo que o original, mas ele não se prende a copiar fielmente o original, acrescentando até mesmo novos personagens e novas situações. Gostaria de falar mais a respeito, mas não lembro de tudo sobre o original. Sei que o remake desenvolve mais a relação dos professores, coisa que no original é desenvolvido num conteúdo menor.

O remake também muda algumas características de alguns personagens. Yoo-Jin é menos agressivo que Chiki, por exemplo, mesmo os dois sendo bem idiotas em alguns momentos (como nas agressões a Nae-Il/Nodame), não percebendo que ela ama ele e a tratando sem educação a ponto de faze-la sofrer. Falando em Nae-Il, ela parece como uma garota infantil, assim como a Nodame é, mas a Nodame possui algo diferente que não sei explicar. Sem desmerecer, gostei da Nae-Il assim como gostei da Nodame. Agora a mudança que ficou visível até mesmo para aqueles que não percebem nada foi do maestro Stresemann. No original ele é um velho pervertido, pensando em mulheres e farra, já no remake é apenas um cara romântico e alegre, que busca reconciliar seu amor com a reitora da escola e também aproveitar a vida como bem entender, o que em alguns momentos o coloca numa situação ruim, principalmente quando foge de compromissos.

Um marco de Nodame foram as apresentações orquestrais. Durante essas apresentações, éramos apresentados a história da música, com o nome da música, nome do compositor, o significado daquilo tudo e, as vezes, curiosidades. O tempo todo tínhamos cenas musicais, seja com orquestra, seja com um instrumento apenas (piano, violino, etc). Mesmo que as explicações tomassem conta de parte da música, era agradável ver e ouvir, era como uma aula interativa que prendia a atenção de qualquer um. Infelizmente, Tomorrow diminuiu a quantidade dessas cenas de forma gritante. Há poucas cenas de orquestras e menos ainda de histórias das músicas, se focando muito mais nos casos dos personagens que em todo o resto. Ora, o original conseguiu fazer isso e ainda encheu o público de música.

Outro marco de Nodame, ainda nas apresentações orquestrais, foram a excentricidade e diferenciação da orquestra perante a "concorrência". O original chegou a apresentar Nodame vestida de urso e uma "dança orquestral" com os instrumentos. O remake Tomorrow até teve isso, embora Nodame não tenha se vestido de urso, mas o impacto foi muito menor. Não teve o mesmo clima que o original, que, depois disso, posso arriscar a dizer que é único. Se bem que até as apresentações orquestrais normais no original foram mais atraentes, mas não posso desconsiderar as do remake, que também tiveram seus momentos de glória.

Agora um ponto bastante criticado é o humor. Afinal, qual teve mais humor: Nodame ou Tomorrow? A resposta é: Nodame. Mas qual foi o melhor? Nodame. Então Tomorrow foi pior? Não. Como assim? É aqui que entra o conflito. O humor de Tomorrow é bacana, há momentos realmente divertidos e o remake não faz questão de ficar jogando humor forçado a todo momento. Já o original faz isso, e erra nesse quesito, mas se desconsiderarmos esse fato e levarmos em conta apenas o humor mais "aceitável", ele continua mais humorado que o remake. O grande problema do original foi imitar os clichês típicos de animes, o que resultou em cenas toscas. Realmente fiquei incomodado com a comédia a lá anime do dorama, foi algo que me fez gostar menos do que eu poderia gostar, mesmo gostando do dorama. Nisso o remake fez bem em tirar, até porque se no japonês não ficou bom, imagina no coreano, ia ficar pior ainda, mas faltou em acrescentar um humor melhor.

Conclusão

Mesmo com altos e baixos, Tomorrow Cantabile funciona como um bom remake que poderia ter sido muito melhor, mas ainda assim funciona e é bom. É recomendado para aqueles que são fãs de Nodame ou querem ver algo diferente do mesmo universo, ou quem não aguentou o original. Para esses públicos provavelmente serão mais interessantes. A história adicional criada em Tomorrow Cantabile agrada, mas não quero entrar em detalhes para não estragar a surpresa de quem quiser assistir. O final é decepcionante e cansativo, poderiam terminar de forma bem melhor. Caso continuem o dorama com algum filme, ou até mesmo um segundo dorama, fico a disposição de conferir pra matar a saudade de Nodame, que não pretendo rever tão cedo ("a vida é curta pra ficar revendo dorama" haha), mas dessa vez não esperarei muito do resultado.

Nota 7/10

Para quem curte música clássica e procura um dorama mais sério, recomendo muito Beethoven Virus.

SOBRE MIM

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Formado em jornalismo e futuro escritor de livros. Criei um blog em 2008 por curiosidade para reunir o que achava de melhor na internet. Em 2010 criei outro blog para críticas de filmes e afins. Buscando apresentar uma identidade mais pessoal, em 2014 reformulei ambos. Hoje servem mais como meios de divulgação para matérias que publico em outros sites.