sábado, 21 de fevereiro de 2015

Tomorrow Cantabile (dorama)



Depois de começar a assistir e ter toda a empolgação diminuída logo no primeiro epi, insisti em continuar devido a recomendações e comecei a gostar do que estava vendo. Mesmo sendo abaixo do esperado, continuei gostando cada vez mais, até que o fim se aproximou, mas antes que o dorama pudesse terminar, já havia enjoado daquilo. Quando terminou, veio a decepção. Pra quem viu o original, fica difícil não comparar. Eu mesmo evito (em parte) e tento avaliar a obra por si própria e posteriormente por comparação, como uma avaliação extra. Foi difícil. Mas essa nem foi a questão. O dorama é que falhou em alguns momentos.

A trama conta a história de Cha Yoo-Jin, estudante de piano numa escola de música que quer ser maestro de fama internacional. Para isso, ele conta com o fato de ser filho do grande pianista Cha Dong-Woo. O problema é que ele é muito agressivo e fechado, o que começa a afetar sua imagem. Outro problema, o que faz continuar onde está, é seu trauma por avião e mar, devido a um acidente de avião ocorrido quando ele era pequeno. Em meio a isso, Cha Yoo-Jin encontra Seol Nae-Il, uma garota infantil e brincalhona que possui um dom incrível para tocar piano, mas seu jeito de viver e seu desinteresse em melhorar, também devido a trauma, a faz continuar vivendo sem sair do lugar. Eis que o mundialmente famoso maestro Franz Stresemann chega na escola pra mudar tudo.

Avaliando o dorama sem comparar com o original

Posso dizer que é "bom", apenas. O dorama começa tranquilo, sem mostrar todo seu potencial logo de início, desenvolvendo isso nos episódios seguintes, o que acaba se tornando um erro. Os dois primeiros episódios até parte do terceiro não são tão bons a ponto de transmitir aquela vontade de acompanhar o restante do dorama, mas depois as coisas melhoram. Boa parte do dorama presenciamos bons momentos de humor e de drama, mesmo que não inove em nada, trazendo apenas clichês. Mas quem se importa? Clichê pode ser bom quando bem feito. A maior parte disso vem dos personagens secundários, como o violinista Yoo Il-Rak, o tocador de tímpano Ma Soo-Min, a violoncelista Choi Min-Hee e mais alguns outros. Já os personagens principais até conseguem seus bons momentos, embora boa parte venha praticamente da Seol Nae-Il, mas os secundários acabam chamando muito mais atenção que os primários.

Apesar de boa parte ser bem feita e agradar, nem tudo são flores. Um dos principais erros do dorama foi apresentar uma história de orquestra sem uma quantidade significativa de apresentações, que voltarei a falar mais abaixo. Outro problema foi seu final, que se torna entediante e não parece nem um pouco com um final. Na verdade o episódio anterior tem muito mais clima de final do que o último, que mais parece um complemento solto. Para evitar spoilers, não relatarei a situação, mas posso dizer que poderiam ter terminado antes tranquilamente. E aproveitando o episódio final, há um problema terrível: O episódio simplesmente resume eventos importantes construídos ao longo do dorama para focar exclusivamente na relação Yoo-Jin e Nae-Il. É como se todo o conteúdo que construíram até ali que não fosse sobre os dois fosse sem importância.

Avaliando o dorama comparando com o original

Os dois primeiros episódios são muito parecidos com o original, salvo as diferenças. Apenas depois é que o dorama começa a se diferenciar, mesmo seguindo a mesma história e alguns acontecimentos. Embora no fundo seja "mais do mesmo", o que o torna diferente é que ele trilha seu próprio caminho. Tudo bem que no fim de cada 'arco' o resultado é sempre o mesmo que o original, mas ele não se prende a copiar fielmente o original, acrescentando até mesmo novos personagens e novas situações. Gostaria de falar mais a respeito, mas não lembro de tudo sobre o original. Sei que o remake desenvolve mais a relação dos professores, coisa que no original é desenvolvido num conteúdo menor.

O remake também muda algumas características de alguns personagens. Yoo-Jin é menos agressivo que Chiki, por exemplo, mesmo os dois sendo bem idiotas em alguns momentos (como nas agressões a Nae-Il/Nodame), não percebendo que ela ama ele e a tratando sem educação a ponto de faze-la sofrer. Falando em Nae-Il, ela parece como uma garota infantil, assim como a Nodame é, mas a Nodame possui algo diferente que não sei explicar. Sem desmerecer, gostei da Nae-Il assim como gostei da Nodame. Agora a mudança que ficou visível até mesmo para aqueles que não percebem nada foi do maestro Stresemann. No original ele é um velho pervertido, pensando em mulheres e farra, já no remake é apenas um cara romântico e alegre, que busca reconciliar seu amor com a reitora da escola e também aproveitar a vida como bem entender, o que em alguns momentos o coloca numa situação ruim, principalmente quando foge de compromissos.

Um marco de Nodame foram as apresentações orquestrais. Durante essas apresentações, éramos apresentados a história da música, com o nome da música, nome do compositor, o significado daquilo tudo e, as vezes, curiosidades. O tempo todo tínhamos cenas musicais, seja com orquestra, seja com um instrumento apenas (piano, violino, etc). Mesmo que as explicações tomassem conta de parte da música, era agradável ver e ouvir, era como uma aula interativa que prendia a atenção de qualquer um. Infelizmente, Tomorrow diminuiu a quantidade dessas cenas de forma gritante. Há poucas cenas de orquestras e menos ainda de histórias das músicas, se focando muito mais nos casos dos personagens que em todo o resto. Ora, o original conseguiu fazer isso e ainda encheu o público de música.

Outro marco de Nodame, ainda nas apresentações orquestrais, foram a excentricidade e diferenciação da orquestra perante a "concorrência". O original chegou a apresentar Nodame vestida de urso e uma "dança orquestral" com os instrumentos. O remake Tomorrow até teve isso, embora Nodame não tenha se vestido de urso, mas o impacto foi muito menor. Não teve o mesmo clima que o original, que, depois disso, posso arriscar a dizer que é único. Se bem que até as apresentações orquestrais normais no original foram mais atraentes, mas não posso desconsiderar as do remake, que também tiveram seus momentos de glória.

Agora um ponto bastante criticado é o humor. Afinal, qual teve mais humor: Nodame ou Tomorrow? A resposta é: Nodame. Mas qual foi o melhor? Nodame. Então Tomorrow foi pior? Não. Como assim? É aqui que entra o conflito. O humor de Tomorrow é bacana, há momentos realmente divertidos e o remake não faz questão de ficar jogando humor forçado a todo momento. Já o original faz isso, e erra nesse quesito, mas se desconsiderarmos esse fato e levarmos em conta apenas o humor mais "aceitável", ele continua mais humorado que o remake. O grande problema do original foi imitar os clichês típicos de animes, o que resultou em cenas toscas. Realmente fiquei incomodado com a comédia a lá anime do dorama, foi algo que me fez gostar menos do que eu poderia gostar, mesmo gostando do dorama. Nisso o remake fez bem em tirar, até porque se no japonês não ficou bom, imagina no coreano, ia ficar pior ainda, mas faltou em acrescentar um humor melhor.

Conclusão

Mesmo com altos e baixos, Tomorrow Cantabile funciona como um bom remake que poderia ter sido muito melhor, mas ainda assim funciona e é bom. É recomendado para aqueles que são fãs de Nodame ou querem ver algo diferente do mesmo universo, ou quem não aguentou o original. Para esses públicos provavelmente serão mais interessantes. A história adicional criada em Tomorrow Cantabile agrada, mas não quero entrar em detalhes para não estragar a surpresa de quem quiser assistir. O final é decepcionante e cansativo, poderiam terminar de forma bem melhor. Caso continuem o dorama com algum filme, ou até mesmo um segundo dorama, fico a disposição de conferir pra matar a saudade de Nodame, que não pretendo rever tão cedo ("a vida é curta pra ficar revendo dorama" haha), mas dessa vez não esperarei muito do resultado.

Nota 7/10

Para quem curte música clássica e procura um dorama mais sério, recomendo muito Beethoven Virus.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

[RASCUNHO] Ilha-Aranha (hq)

~Publicada originalmente em redes sociais~


Ilha-Aranha

O arco principal ocorre nas hqs O Espetacular Homem-Aranha, mas há outras hqs que acabam entrando na saga e complementando a história (como Venom e Herc), mostrando o que acontece em outros lugares. Há tb hqs, tanto únicas quanto em um número limitado de edições, feitas especialmente pra saga (como Manto & Adaga, Os Vingadores, Garota-Aranha, Punhos Mortais do Kung Fu e Eu Amo a Cidade de Nova Iorque), o que é até legal. Desses o que mais gostei foi do Manto e Adaga. No fim acaba que um ou outro são importantes pra história principal, até dá pra entender sem ler, mas são bons complementos que mostram coisas que talvez o arco principal apenas cite. Enfim.

História legal de ler, a trama se passa em poucos dias e mostra as pessoas de Nova Iorque ganhando poderes do Homem-Aranha, o que começa a gerar um caos terrível. Pra piorar, essas pessoas começam a se transformar em algo que vc provavelmente deve imaginar mas não acredita que fariam isso. O Aranha chega a ser interferido de atuar como herói devido a várias pessoas se fantasiarem como ele pra cometer crimes. A situação é tão alarmante que alguns X-Men e outros grupos, como os Heróis de Aluguel, aparecem pra ajudar. Os X-Men que aparecem são chatos e resmungões.

A ideia é bem legal e a história diverte. Pode não ser nada tão grandioso, tem altos e baixos, nem todas as hqs são boas, embora a maioria seja, mas é um bom passatempo. E ainda tem o retorno de alguns personagens que não apareciam a um tempo, inclusive alguns que morreram (Marvel sendo Marvel, e isso não é spoiler).

Lego Liga da Justiça vs Liga Bizarro

 ~Publicado originalmente em redes sociais~


Com menos de uma hora de duração, a nova animação Lego mais parece um episódio especial, o que acaba funcionando muito bem. Tudo muito divertido, repleto de piadas e trocadilhos como Lego é. E ainda levam em consideração coisas como fanboyzice com Batman e zoação com Superman e também o fato do Batman desconfiar que o Super pode se rebelar contra todos, criando assim meios de combate.

Os personagens são consideráveis. Na equipe de heróis temos Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde (Guy Gardner), Flash, Ciborgue, Homem-Borracha, Homem-Gavião, Arqueiro Verde... Na equipe de vilões temos Darkseid, Pinguim, Capitão Frio, Gorila Grodd, Lex Luthor, Bizarro...

Liga Bizarro é a Liga da Justiça versão Bizarro. É composta por Bizarro (Superman), Batzarro (Batman), Cizarro (Ciborgue), Bizarro Verde (Lanterna Verde) e Bizarra (Mulher-Maravilha). Na trama, Bizarro rouba a arma do Lex Luthor que o criou (pra quem não sabe, Bizarro é uma cópia do Superman que Lex tentou usar pra controlá-lo e lutar contra o Super). Com a arma, Bizarro cria a Liga Bizarro, mas algo maior está acontecendo: Darkseid.

Pra quem curte Lego e Liga da Justiça é uma boa. De início é bem infantil e bobinho mesmo, mas vai melhorando bastante, embora "infantil" e "bobo" seja uma marca registrada de qualquer animação Lego. Pra ver relaxado e se divertir. Na espera da continuação.

Nota 8/10

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Quadrilogia O Apocalipse

~Publicado originalmente em redes sociais~


Não sei se tem um nome exato, mas a franquia é comumente referida como 'quadrilogia profética' ou 'quadrilogia do apocalipse', mas alguns preferem dar o nome de 'quadrilogia O Apocalipse'. São 4 filmes (dã) sobre o apocalipse (dã). É como um enorme filme dividido em 4 partes, ou meio que 2 filmes divididos em duas partes cada. Basicamente uma série de filmes, onde um continua o outro de onde parou.

- Um Ladrão na Noite

Primeiro filme da quadrilogia "O Apocalipse" (quadrilogia profética, quadrilogia do apocalipse).

Prelúdio do que está por vir. Acompanhamos os últimos dias/meses/anos (não há noção de tempo) antes do Arrebatamento descrito na Bíblia. Filme curto, com menos de uma hora de duração, nos apresenta os personagens, tanto cristãos quanto ateus.

A trama tem início quando um grupo de amigas ouvem um garoto falar sobre o apocalipse. Ela, que é ateia, acaba se convertendo e tenta chamar suas amigas pra Jesus, mas elas parecem recusar. Por ser curto, o filme não vai muito além, com uma ou outra coisa a mais na história e terminando com os primeiros segundos do arrebatamento. O filme também explica passagens do livro de Apocalipse. E temos alguns questionamentos de ateus e falsos pastores que são explorados no filme.

Pra avaliar o filme, deve-se levar em conta o baixo orçamento e o público alvo, assim acaba se tornando um bom filme, ou pelo menos assistível. A abertura soa tosca, amadora demais, já o encerramento, dá aquele clima de tensão de que as coisas vão ficar mais sérias ainda, mas acaba terminando de forma brusca, como se tivessem cortado o filme no momento que se iniciaria o clímax, o que não deixa de ser verdade, meio que é isso mesmo.

Alguns problemas de roteiro, algumas transições de cenas mal feitas, mas não representa sua maior parte. Não chega aos padrões de um grande filme, mas acaba funcionando mais pelo tema apresentado que pelo desenvolvimento. Além, é um prelúdio da verdadeira história.

- A Grande Tormenta

Segundo filme da quadrilogia "O Apocalipse" (quadrilogia profética, quadrilogia do apocalipse).

Continua de onde o anterior parou, mas em forma de flashback. A história aqui já se passou um tempo desde o arrebatamento e mostra que as pessoas estão sendo obrigadas a implantar a marca da besta. Caso a pessoa não queira, é morta pelo governo. Enquanto os personagens estão esperando seu suposto fim, a personagem do filme anterior relembra o que aconteceu depois do arrebatamento e como ela foi parar ali.

As profecias continuam se cumprindo e a chegada do Anticristo é avisada, enquanto os cristãos começam a se refugiarem em diversos locais. Acompanhamos um grupo de amigas tentando sobreviver a esse novo mundo onde é preciso da marca pra comprar alimentos. Os questionamentos de 'ateus' retornam no filme, já que uma personagem não consegue aceitar tudo o que está acontecendo. Na verdade, de alguém que ainda tem dúvidas se se torna cristã ou não.

Em relação ao anterior, o filme dá uma melhorada significativa, com uma história melhor. Mesmo trazendo alguns novos personagens, alguns antigos estão de volta. Como disse, a história continua, coisas vão acontecendo, os cristãos tão sendo perseguidos: ou se marcam ou morrem. Assim como o anterior, tem um encerramento brusco, na verdade mais brusco ainda, realmente termina do nada. Ainda tem alguns problemas de roteiro e transições de cenas mal feitas, mas também não representa sua maior parte. E temos novamente explicações de passagens do livro de Apocalipse.

- A Imagem da Besta

Terceiro filme da quadrilogia "O Apocalipse" (quadrilogia profética, quadrilogia do apocalipse).

O filme começa com uma cena curta qualquer e então retorna para onde o anterior parou, dando prosseguimento a cena interrompida. Aqui temos o encerramento desse arco e o início de outro. Tudo está conectado.

Agora somos apresentados a novos personagens, dessa vez com homem, mulher e criança. Eles são cristãos e estão buscando meios de burlar o sistema da marca, tendo de fugir do exército e de todos aqueles que os querem com a marca. Alguns personagens antigos retornam, afinal, são importantes na história. Só soa meio forçado o fato de alguns se conhecerem. Apresenta um personagem novo, ele encontra um antigo e pronto, já se conheciam. Sempre acontece isso com pelo menos alguém.

Dessa vez o Anticristo está começando a tomar posse do mundo e as coisas estão ficando cada vez mais complicadas, ainda mais quando o exército descobre que os cristãos refugiados estão burlando o sistema e tentando derrubá-los. Acompanhamos esses novos personagens fazendo de tudo pra sobreviver e fugir, conhecendo cristãos, ateus e satanistas no caminho.

Assim como o anterior, o filme também não escapa do encerramento brusco, embora não seja tão brusco como o anterior. Ainda continua com alguns problemas de roteiro e transições de cenas mal feitas, mas, novamente, não representa sua maior parte. E mais uma vez temos explicações de passagens do livro de Apocalipse.

- Agonia do Planeta

Quarto filme da quadrilogia "O Apocalipse" (quadrilogia profética, quadrilogia do apocalipse).

Como o anterior, começa com uma cena curta qualquer e então, como as continuações, retorna para a cena de onde o anterior parou, dando prosseguimento a ela. Dessa vez é o fim de tudo. Agora são pouco mais de duas horas de filme, o mais longo.

O mundo está devastado, falta alimento, água e o calor está insuportável. O Anticristo já governa a Terra e restaram poucos cristãos, já que a maioria foi morta. Novamente temos novos personagens na trama, mas também o retorno de alguns antigos. Acompanhamos o personagem do anterior com seus novos amigos, dessa vez equipados contra o exército. Eles possuem um carro com um computador conectado direto a central e buscam chegar ao local descrito num código que precisam descriptografar, que os levarão até o local onde estão um grupo de cristãos refugiados. Mais uma vez há questionamentos de ateus durante o filme, mais que os outros até, já que uma das personagens insiste em não crer.

Assim como todos os filmes da franquia, ainda há alguns problemas de roteiro (até mais grave que os anteriores) e transições de cenas mal feitas, mas, novamente, não representa sua maior parte. Há um acréscimo de cenas de ação mais que os anteriores, que se focavam mais no drama que era do cristão sobreviver a esse mundo satânico. Mas como já tava tudo acabado e o mundo poderia terminar a qualquer momento, decidiram fazer a história final da humanidade.

~Nota 7/10

Podem ter defeitos, aberturas duvidosas, encerramentos bruscos, transições de cenas mal feitas, problemas no roteiro, mas trazem elementos que muitos filmes com esse tema esquecem, como os questionamentos de ateus perante o ocorrido, ou duvidando sobre Deus ou não querendo se entregar a Deus exatamente por tudo o que está acontecendo. E isso é durante toda a franquia, sempre temos personagens 'ateus' junto com cristãos. O tema de falso pastor é até explorado em outros filme, nesse também tem seu momento. Ainda temos o bônus de explicações de passagens do livro do Apocalipse durante os filmes, apontando o que aconteceu e o que está por vir. E ainda traz algo diferente ao não focar no Anticristo em nenhum momento além das pronúncias dele pela mídia. É filme de cristão pra cristão, um ateu por exemplo talvez não se interessasse tanto, apenas nos questionamentos dos personagens ateus sobre Deus, que nem ocupam tanto tempo dos filmes. Mesmo assim é uma boa franquia, só faltou um desenvolvimento melhor, embora haja ótimas cenas pelos filmes. Talvez o problema nem seja desenvolvimento de fato, mas faltou algo.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Endhiran (Enthiran / Robot)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Filmão, Tollywood representando a ficção científica com um ótimo filme de robô. Depois de quase uma década em pré-produção, o filme finalmente começou a ser filmado e, 2 anos depois, foi lançado, se tornando o filme indiano mais caro de todos e também o de maior bilheteria ao redor do mundo. Sua trilha sonora foi o primeiro cd indiano a entrar pro top 10 mundial da iTunes Store. O filme ainda conta com a atriz Aishwarya, eleita Miss Mundo em 1994 e a mais bela Miss Mundo de todos os tempos em 2000, além de receber, com esse filme, o maior salário já pago pra uma atriz na Índia. A trilha sonora ficou por parte de Allah Rakha Rahman, o mesmo que compôs a trilha de Quem Quer Ser um Milionário. Por fim, o filme teve uma cena musical gravada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (Brasil) e uma em Machu Picchu (Peru). Mas vamos ao filme.

Teve uma recepção relativamente boa, dividindo opiniões entre o regular e o bom. A história fala sobre o cientista Vaseegaran, sua namorada Sana e seu robô Chitti. Vaseegaran tenta criar um robô que ajudará o ser humano, mas as coisas não saem como planejado, já que o Chitti não possui sentimentos, o que leva a desastres a ponto de pedirem para que Vaseegaran o desmonte. Num último pedido, Vaseegaran dá sentimentos a Chitti, porém o que era pra ser uma vitória, começa a se tornar um problema: Chitti se apaixona por Sana. Enquanto tudo isso acontece, uma outra pessoa está de olho no robô com outras intenções.

Apesar da ótima história, o filme peca em alguns momentos variados, com problemas no roteiro, cgi mediano, mas nada tão prejudicial, sequer tira a emoção de assistir a obra. São apenas detalhes, se dividindo entre cenas sérias durante o drama, como quando Vaseegaran se irrita com Chitti, que busca entender o motivo do por que a máquina não pode ser como o homem; humoradas durante a comédia pastelão, como quando os ajudantes de Vaseegaran zoam com Chitti; divertidas durante a ação, com todos aqueles exageros de filme indiano que chegam a ser surreais e fazer você se perguntar o que tá assistindo; e toscas durante, bem, prefiro não entrar em detalhes, mas tem uma cena em que Chitti conversa com mosquitos obrigando a um deles pedir desculpas por picar Sana. Além temos as cenas musicais coloridas e extrovertidas, seguindo o típico estilo 'filme indiano' de ser.

Embora tenha seus defeitos, Endhiran se torna um filme recomendado por ser descontraído e reviver elementos batidos de forma "interessante". Basicamente é um filme sobre um robô que inicialmente deu errado até ganhar sentimentos para melhorias, onde acaba se questionando sobre sua existência e se apaixonando pela mulher de seu criador. De bônus, em quase 3 horas de filme, temos em sua última hora as consequências de tudo o que foi montado até ali, com cenas de ação exageradas, muito cgi e muita, mas muita loucura.

Nota 8/10

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Zumbis Marvel 5 (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Sem mais para onde ir (mentira, até tinham), decidiram continuar a franquia retornando com a história iniciada no terceiro Zumbis Marvel. Esse último arco numerado da franquia se passa após a quarta série. Novamente conta com personagens diferentes, mesmo tendo alguns antigos, e estilo diferente.

Dessa vez temos um trio formado pela pistoleira Jackie, o robô Aaron e o pato Howard, que viajam pelo tempo e pelos universos paralelos impedindo a contaminação zumbi. Assim como na série anterior, cada hq se foca em algo diferente. Dessa vez, são tempos diferentes. Temos como exemplo, um demônio que surge na época do Rei Arthur e um universo onde a história Guerra dos Mundos se tornou real, assim como temos também uma história onde as pessoas de um universo são metade humano metade máquina. Em todas elas, em determinado momento, ocorre o ataque zumbi, cabendo a esse trio impedir o acontecimento.

Talvez o arco mais fraco dos numerados, mas ainda tem seus pontos positivos. É simplesmente um arco que aproveita o sucesso da franquia e o fato de ser uma continuação pra abranger mais possibilidades. Deve ter uma pequena ligação dessa saga com a saga dos zumbis além do ocorrido na terceira série, ou talvez seja apenas uma coincidência, o que não acredito. Talvez tenham feito como no terceiro arco, se aproveitando de uma ideia do arco anterior pra criar esse arco, mesmo sendo bem diferente.

O capítulo final não decide por um fim a essa bagunça, mas pensa que deve terminar de forma marcante, o que resulta na história mais diferente vista até aqui, com humor negro e um encerramento sacana.

Zumbis Marvel - Retorno (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


A volta dos personagens... queridos? Esse arco continua de onde Zumbis Marvel 2 parou. Cada edição se foca num personagem diferente, seguindo uma cronologia. Lembrando que a seguir contém spoilers da segunda série, já que é inevitável não citar sabendo que isso é uma continuação.

Como visto no fim do segundo Zumbis Marvel, nossos heróis zumbis foram teletransportados pra outra dimensão. A primeira edição tem foco no Aranha, mostrando sua reação ao mundo novo e as catástrofes. Nota: Ele voltou até um tempo clássico da história dele. Em outra edição, temos a Kitty na época do início dos X-Men procurando o Wolverine. Temos também, em outra edição, o foco no Homem-de-Ferro, na época em que ele estava bêbado. E também, em outra, temos o Hulk no período Hulk Contra o Mundo. O arco brinca com a possibilidade de mostrar o que aconteceria se essas histórias ocorressem com zumbis e o quanto mudaria tudo. Participação do Vigia, mas não como estamos acostumados a ver.

Infelizmente a história se perde em seus problemas mais ao fim. A ideia de montar uma cronologia com saltos temporais a cada edição não convence. O ponto positivo fica mais uma vez pelas novidade para não deixar a franquia 'morrer' (desculpe o trocadilho). Essa questão de zumbis em histórias clássicas é uma boa, porém nem um pouco aproveitada, já que, bem, se um zumbi aparece, tudo muda, não vai acontecer o que aconteceria só que com zumbis, a realidade é outra.

Falando em realidade, a confusão vem com uma revelação mais pras edições finais. Como explicar tudo o que aconteceu e não foi mostrado, apenas tacado de qualquer forma? Bom, embora tenha pontos compreensíveis e que não necessitam realmente de explicação, bastando ligar os acontecimentos, nem tudo é simples. Sabem como é, viagens temporais, universos paralelos, sempre causa dor de cabeça. Mas pra quem acha que esse arco é apenas um arco qualquer da franquia que se aproveitou apenas do sucesso e se perdeu, bom, não é bem assim, tem algo muito importante nele, uma ligação, um segredo revelado, finalmente algo que esperávamos, mas ainda assim tentando entender direito onde e como tudo aconteceu.

Zumbis Marvel 4 (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Continuação direta do anterior, do ponto que parou. Fica o aviso: Embora evite spoilers, não dá pra evitar spoiler do anterior.

A história volta com um tom mais sério e ao mesmo tempo com um alívio cômico. Acontece que a história dessa vez envolvem os 'monstros' do grupo Filhos da Meia-Noite, com uma feiticeira, um vampiro, um lobisomem e um filho do diabo. Temos novamente um novo estilo de história, mesmo sendo continuação do anterior, já que o foco são em outros personagens, mesmo tendo alguns do anterior.

Como disse, esse arco pode até ser mais sério, mas só não é por completo devido a participação da cabeça zumbi do Deadpool, que faz piadas o tempo todo, algumas bem engraçadas até.

Esse arco "encerra" a história iniciada na terceira série que se passa num universo paralelo (que pode ser a nossa Terra mesmo), embora deixe um gancho pra continuação, mas aí isso já é história pra outra hq.

Zumbis Marvel 3 (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


Dessa vez felizmente dá pra dizer sem citar spoiler do anterior. Acontece que a história 'volta no tempo' e nos mostra algo que aconteceu tempo depois do primeiro Zumbis Marvel. Aqui temos um universo alternativo (que pode ser a nossa Terra) que começa a sofrer certos ataques de zumbis, como do Deadpool zumbi, por exemplo.

Os personagens principais são Aaron e Jocasta, dois personagens máquinas relativamente famosos da Marvel, que vão pro universo dos Zumbis Marvel em busca de sangue de sobrevivente pra desenvolver uma cura e acabam descobrindo algo mais (que talvez pra eles não tenha muita relevância, apenas pro leitor mesmo, que acompanhou o universo). Vale citar que nesse universo paralelo que está sofrendo pequenos ataques, temos o vampiro Morbius como um doutor renomado.

Posso dizer que é a história mais séria e mais diferente da franquia. Enquanto outros arcos buscavam drama com comédia, esse se mantém firme em ser uma aventura, com direito a drama e comédia também, mas acima de tudo uma história mais "pé no chão". E também abre espaço pra um novo foco na franquia, separada do que acompanhamos até agora.

Uma observação rápida: Parece que aproveitaram a ideia do arco anterior pra criar esse arco com uma história bem diferente.

Zumbis Marvel 2 (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais~


A história dá um pulo temporal, se passando bem depois dos fatos narrados na hq do Pantera Negra durante o arco A Iniciativa. Embora evite spoilers, é impossível não citar spoilers do anterior, já que é uma continuação. Fica o aviso.

Como alguns sabem, no fim do primeiro Zumbis Marvel, os zumbis sobreviventes da Terra vão para o espaço. Aqui já começamos com um pequeno grupo de heróis e vilões reclamando da falta de comida. Detalhe: Eles devoraram o universo inteiro. Com isso, decidem voltar pra Terra pra acharem a máquina do Reed, aquela que ele usou pra ir pro universo Ultimate, para assim irem para outra dimensão. Na Terra, 40 anos haviam se passado e o Pantera, já velho, comandava Nova Wakanda, embora houvesse um grupo rebelde que não gostava dele no poder. Motivo? Aí vem a revelação: Existia zumbi por lá e o zumbi não tinha fome e até ajudava eles. Bom, não preciso contar mais, o arco é voltado totalmente nessa colisão que resulta numa luta e revelações sobre a fome dos zumbis, trazendo novas mudanças para a franquia.

A quantidade limitada de edições não impediu a história de acelerar, causando assim algo incompleto e deixando claro que uma nova continuação estaria por vir. A história não chega ao nível do primeiro, já que no início era tudo novidade, mas ainda assim tenta se manter e, de certa forma, consegue, trazendo novas ideias e salvando o desgaste da franquia, já causada logo em sua segunda série (até porque existem histórias antes e depois da primeira série). Participação especial de Thanos no início da hq. Uma das nova personagens na história é a Jean Grey como Fênix. Zumbi, claro.

SOBRE MIM

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Em 2008 criei um blog por experiência. Queria saber como era um blog. Inicialmente era apenas para reunir o que eu achava de legal pela internet. Dois anos depois, em 2010, criei meu blog com críticas de filmes, já que, embora eu não seja experiente nesse ramo, gosto de ver filmes, de entendê-los e tal. Em 2014 vieram as mudanças. O blog que reunia o melhor da internet virou um blog de matérias e histórias que eu mesmo escrevo. O blog que continha críticas de filmes, séries, curtas, shows, etc, agora são apenas filmes e séries devido a enorme demanda de conteúdo. Os modos de escrita também estão mudando para melhor. Fiquem ligados para novidades.