domingo, 22 de março de 2015

O fim de Glee [post especial]

~Post originalmente publicado em redes sociais.

~Entenda isso aqui como uma "crítica especial" ou simplesmente um comentário~


 O fim de Glee

"E depois quero sair daqui como seu eu fosse ver todos no clube glee amanhã. Então não será um adeus." ~Bem isso. Terminei de ver o episódio como se fosse mais um episódio, já com vontade de assistir ao seguinte. Acontece que não terá um episódio seguinte.

Tudo tem um fim. E para Glee esse fim chegou. Foram anos acompanhando a série que me ajudou a vencer preconceitos e ter um novo olhar sobre as pessoas. Tiveram altos e baixos, muitos baixos até, já cheguei a me perguntar o motivo de continuar assistindo, mas a explicação é simples: Valia a pena. Os altos eram marcantes, viciantes, não dava pra simplesmente abandonar. Além, haviam bons personagens, uma história que se levava a sério mas nunca deixava de se "auto-zoar" sempre que possível (Sue que diga, a personificação dos haters da vida real) e boas músicas. Muitas músicas e artistas eu sequer conhecia antes de Glee e hoje acabo ouvindo, tudo graças a Glee (olá, The Journey).

Ainda faltou muita coisa que gostaria de ver acontecendo em Glee, como um tributo a Elvis Presley (até imaginei o Finn cantando Love Me Tender pra Rachel), ou a Rachel cantando My Heart Will Go On (e cantando The Climb direito), ou a Tina tendo mais sorte nas coisas, mas foi bom terminar por aqui, por mais que eu queira mais. A série andava bem, mas depois das complicações e morte do Cory, o roteiro muita das vezes começou a parecer improvisado. Ora, realmente foi isso que aconteceu, não? Felizmente a série foi reconhecida e, em vez de ser cancelada, tivemos uma última temporada para nos despedirmos dos personagens. Não que fossem episódios ruins, gosto bastante de diversos episódios da "segunda trilogia" tanto quanto da "primeira", como o especial "Glease" (Grease), mas quem acompanhou sabe como foi.

Meu personagem preferido da série era o prof Will, seguido do Finn. Melhores vozes pra mim, masculino era o Blaine e feminino a Quinn, embora não seja nada definitivo, já que tb curto bastante a voz do Sam, do Artie, do Kurt, da Rachel, da Amber, da Santana, d... ok, de todos, ou pelo menos da maioria, até da Emma curtia, acho. Enfim. Poderia falar muito mais, mas não irei. Pelo menos não agora.

Glee vai fazer falta, isso será um adeus para o ineditismo, mas não um adeus para a série, os artistas e tudo o mais, afinal, mesmo que não saia nada novo daqui em diante, lembrarei e relembrarei de todos os momentos e continuarei ouvindo os covers de Glee, acompanhando os artistas em suas carreiras musicais e/ou de atores. Quando bater a saudade, assistirei alguma apresentação da série ou colocarei a música para ouvir no celular. Até mais, Glee Club.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Titanic (2012) (série)

~Publicada originalmente em redes sociais.


Minissérie em 4 episódios contando a tragédia de diferentes pontos de vista, dos ricos aos pobres, dos que conseguiram entrar no bote aos que ficaram onde estavam. Os momentos finais são mostrados por aqueles que estavam na água (tanto no bote quanto literalmente), vendo o Titanic afundar cada vez mais.

Cada epi conta a história desde antes do Titanic embarcar até o momento dos botes, exceto o último que retorna um pouco antes da colisão. Como são muitos personagens e quiseram deixar o drama acontecer logo, a cada epi voltamos ao começo e acompanhamos o cotidiano de diversos personagens dentro do Titanic (e alguns pouco antes também). Todos tem espaço na série.

A série é ótima, o último episódio então consegue ser um drama forte. O único ponto negativo é que há uma quantidade significativa de cenas iguais ou semelhantes durante os epis, já que os personagens sempre se encontram em algum momento. Não que isso seja ruim, o problema é o excesso de tais cenas, mas a ideia foi muito bem utilizada, buscando trazer algo de diferente em algumas dessas cenas, como mostrar aquele acontecimento de outro ângulo ou revelar algum diálogo que acabou sendo "abafado". Há também cenas onde contam o que aconteceu com algum personagem entre uma cena ou outra que não foi mostrada no episódio anterior.

Ao fim, a série é como uma história que vai sendo contada através de pedaços misturados, cabe ao público juntar as peças e apreciar toda a história contada de diferentes modos, mas com algo em comum: a tragédia do Titanic.

Nota 9/10

quarta-feira, 11 de março de 2015

O Que Aconteceu ao Homem Mais Rápido do Mundo? (hq)



Grande surpresa. Já considero uma das melhores hqs que li. Já tinha ouvido falar a um tempo mas não havia ainda dado uma chance. O que me chamou a atenção foi logo a capa, seguindo um estilo de jornal, com direito a matéria. Sim, a capa remete a uma versão simplificada de uma folha de jornal. Na matéria, é citada a tragédia ocorrida num acidente de trem, onde as pessoas foram transportadas para um local seguro num piscar de olhos. Alguns disseram ter visto uma pessoa transportando as outras numa velocidade tão rápida que os olhos não podiam acompanhar. Há outra matéria sobre a torre Prometheus, que faz parte da história.

Depois de uma rápida explicação sobre a editora original, Accent UK, e o autor da hq, Dave West, temos uma introdução exclusiva pra edição brasileira escrita pelo próprio Dave West. Ele conta sobre a hq, seus trabalhos e sua reação ao saber da proposta de lançar a hq no Brasil. Vale citar que a hq foi vencedora do prêmio Eagle em 2009.

A trama então tem início. Estamos na Grã-Bretanha, um cientista maluco anuncia que colocou uma enorme bomba em algum lugar e pede em troca uma grana alta. A polícia então descobre que a bomba está no Reino Unido, mais precisamente em Londres, e diz que está fazendo o possível pra desativa-la, mas não obtém sucesso. Agora falta menos de uma hora. As ruas estão um caos. Num bar, Bobby Doyle assiste aos acontecimentos pela tv, até que decide parar o tempo, pois ele sabe que é o único que pode fazer algo. Ele vai ao local e percebe que não pode desativar a bomba, então resta uma coisa: retirar as pessoas de lá. Daí em diante acompanhamos os passos de Bobby em busca de salvar a todos. Como esvaziar uma cidade com milhares de pessoas? Quanto tempo Bobby levaria pra concluir isso? Conseguiria Bobby abrir todas as portas em menos de uma hora? Aguentaria Bobby carregar todas as pessoas para um local seguro?

Duas coisas que necessitam serem citadas sobre Bobby e seus poderes são: 1) O tempo pra ele passa normalmente. Enquanto todos estão parados, ele continua envelhecendo. Mesmo que um longo tempo depois ele faça o tempo "voltar ao normal", ele continuará mais envelhecido, como se nada tivesse acontecido. 2) Bobby não consegue abrir portas quando o tempo está parado. O motivo disso é que tudo que está parado requer enorme força para "movimentar", então tudo que é mais pesado que ele se torna um problema. Apenas coisas leves ele pode fazer algo, embora não resolva muito com o tempo parado. No caso da porta, para abrir, ele necessita fazer o tempo "voltar ao normal", e consegue isso de forma rápida.

A narrativa se divide em diálogos entre personagens e narrações em terceira pessoa. Vemos Bobby refletindo sobre o que está fazendo e se indagando sobre a vida, enquanto observa as pessoas (e até tenta conversar com elas) e elabora meios de salvá-las. Na arte em preto e branco, traçada a lápis, temos Bobby mais "animado" que o restante dos elementos que compõem a cena, que são mais "rascunhados/apagados/sólidos". Isso funciona muito bem pra destacar Bobby, que está "vagando pelo tempo", enquanto todos estão parados. Caso toda a arte esteja num único estilo, é porque o tempo está "normal".

Não acho que deva considerar spoiler o fato de que Bobby começa a envelhecer durante a hq, até porque como disse antes, o tempo dele passa normal mesmo que o dos outros tenha parado. Quanto tempo se passa para ele, se são horas, dias, meses ou anos, é algo que deixarei para quem quiser ler descobrir. O final pode não ser uma grande surpresa, embora dê para imaginar alguns modos de como poderia ter acabado, mas é belo, dramático, marcante. Pra finalizar ainda há um epílogo.

Logo após o fim da história temos mais uma notícia jornalística, que se passa depois dos fatos narrados. Posteriormente, há um texto de Maurício Muniz, editor de quadrinhos da Gal Editora, que foi a editora que publicou a hq no Brasil. Ele detalha como foi a negociação pra publicar a hq no Brasil e seu amor por hqs. Ele também fala sobre o prelúdio da hq, oferecida por Dave West para publicar junto com a edição brasileira. Após, temos o prelúdio na íntegra.

O Minuto Mais Longo conta um dos casos em que Bobby parou o tempo quando algo deu errado, ainda em sua infância. Acontece que Bobby tava atrasado pra escola e deixou a porta de casa aberta ao voltar para buscar algo. Nesse meio tempo, o cachorro de Bobby fugiu e foi em direção a morte dada como certa, ele havia ido em direção a um ônibus em movimento. Desesperado, Bobby para o tempo e percebe que nada pode fazer, afinal, sua porta do quarto está trancada e pra destrancar ele precisa fazer o tempo "voltar ao normal", mas se fizer isso, seu cachorro morre.

Pra finalizar a edição brasileira, temos quatro artes exclusivas, sendo duas por desenhistas da Accent UK e duas por brasileiros envolvidos no projeto da hq no Brasil. Ao mais, no início da edição temos uma arte americana e ao final, antes das exclusivas, uma arte inglesa. Fora as artes, posteriormente há uma pequena nota sobre os artistas envolvidos na hq e, pra finalizar tudo, mais uma matéria de jornal.

Sem querer parecer repetitivo, mas como disse no início do texto, "O Que Aconteceu ao Homem Mais Rápido do Mundo?" foi uma grande surpresa pra mim e uma das melhores hqs que li. Para os amantes de hqs que procuram algo diferente, tá aí uma dica, digamos, obrigatória. Para os mais chatos que não se surpreendem fácil, digo que até dá pra achar falha no roteiro, mas é tudo tão belo e dramático que nem dá pra ligar pra isso. Não costumo falar sobre uma edição em si, apenas de sua história, mas dessa vez não deu pra não falar. Recomendo muito e fico no aguardo de um filme. Não custa sonhar.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A Saga da Fênix Negra (hq)

 

De "Deus poupe o filho..." a "O destino da Fênix!", a saga da Fênix Negra é uma das mais famosas dos X-Men, mostrando a Jean sendo corrompida pela entidade Fênix, que a 'ressuscitou' depois de morrer salvando o mundo. Com o novo poder, Jean salvou o universo novamente. Em meio a isso tudo, começou a ser vítima dos ataques psíquicos de Jason Wyngarde, o Mestre Mental, pertencente ao Clube do Inferno. Tudo isso a levará a libertar a Fênix.

Vale citar que a saga não tem um foco total na Fênix, o que é curioso. Enquanto acompanhamos Jean "viajando no tempo" devido ao Mestre Mental, acompanhamos também os X-Men indo em busca de duas novas mutantes: Kitty Pride e Cristal. Também acompanhamos o Clube do Inferno e o que acontece por lá, somos apresentados à Emma Frost e conhecemos o senador Robert Kelly (quem conhece sabe sua importância pro futuro da franquia, inclusive na hq já temos citação sobre sentinelas e caça aos mutantes). Depois disso tudo é que temos a Fênix Negra de fato.

De início, os X-Men estavam voltando de mais uma missão bem sucedida de salvar o mundo. O professor Xavier, que estava com Lilandra, imperatriz do império Shiar, também decidiu voltar e todos se reencontraram na Mansão. Então a história se desenrola.

A história se alterna entre Terra e espaço. Na Terra, vemos os X-Men contra o tal Clube do Inferno. Quando a Fênix é liberta, já começa a fazer suas vítimas na mesma hora. No primeiro confronto com os X-Men ela vence sem dificuldade e vai para o espaço, o que nos leva em determinado momento novamente ao encontro do império Shiar.

Jean, já sem controle, totalmente tomada pela Fênix, além de tentar matar seus amigos, faz feitos terríveis. O mais marcante foi consumir uma estrela, fazendo-a explodir, o que aniquilou um sistema solar inteiro. Dentre os planetas, um habitado por 5 bilhões de seres. Todos morreram.

Obviamente, uma solução para por um fim a Fênix é procurada. Por mais que todos tentem achar uma alternativa, sempre acaba em "devemos matá-la". Os momentos finais são sombrios, afinal, a Fênix matou bilhões de pessoas, não poderia sair impune, muitos queriam vingança. Como a Fênix se libertou, como morreu (e isso atualmente não é mais spoiler), qual foi seu objetivo, como Jean suportou, como os X-Men reagiram, todas essas questões deixarei para você descobrir. Excelente arco e obrigatório para todos os fãs dos mutantes.

Dúvida: Que diabos foi aquela cena do Anjo beijando a Jean e ninguém falando nada?

Destaque: A participação do Vigia no último capítulo.

SOBRE MIM

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Em 2008 criei um blog por experiência. Queria saber como era um blog. Inicialmente era apenas para reunir o que eu achava de legal pela internet. Dois anos depois, em 2010, criei meu blog com críticas de filmes, já que, embora eu não seja experiente nesse ramo, gosto de ver filmes, de entendê-los e tal. Em 2014 vieram as mudanças. O blog que reunia o melhor da internet virou um blog de matérias e histórias que eu mesmo escrevo. O blog que continha críticas de filmes, séries, curtas, shows, etc, agora são apenas filmes e séries devido a enorme demanda de conteúdo. Os modos de escrita também estão mudando para melhor. Fiquem ligados para novidades.