terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Assim na Terra Como no Inferno

~Publicado originalmente em redes sociais~

Quando o filme chegou por aqui, li o título "Assim na Terra Como no Inferno" e quis passar bem longe. Com esse nome e uma capa vermelha com a torre Eiffel de ponta-cabeça, parecia um filme barato de terror que serve só pra assustar. Porém acabei lendo comentários na internet de gente dizendo que o título era "sensacionalista", apelativo, feito apenas pra atrair público (ou manter longe, como foi meu caso). Só que, mesmo com isso, li comentários negativos dizendo como o filme era ruim. Logo deduzi que muitos que viam estavam "vendo o filme de forma errada" e decidi conferir. Pra começar, é um filme "câmera na mão", ou seja, já foi feito pra um público restrito. Outra é que ele não é bem um terror, e sim um suspense. Sobre o título, é apenas um trocadilho ruim, mas não foge da proposta do filme.

Sem enrolações, o filme já começa com uma arqueóloga procurando um objeto, depois se apresentando e explicando a situação pra câmera ("filmando um documentário") e logo depois já parte em busca de ajuda pra encontrar a "pedra filosofal", para assim entrar nas catacumbas parisienses onde a maior parte do filme se passa. O que já possuía um clima dinâmico antes de entrarem no subterrâneo, coisa que diversos filmes do gênero não sabem fazer e gravam meia hora de cenas desnecessárias, logo é tomado por tensão quando finalmente entram.

O que se passa nessas cavernas labirínticas é o medo. Claustrofóbico para alguns, cada vez mais os arqueólogos vão entrando na caverna. Mais e mais. Eles encontram coisas, ouvem barulhos, há um clima de terror no ar. Tudo segue de forma bem realista até certo momento, pois depois o filme começa a inserir suas "fantasias". Como não sabia muito o que esperar, pensei que o filme começaria a se perder ali, a entrar na mesmice, mas não, continuou interessante. Os acontecimentos que se seguem não entrarei em detalhes para não estragar as surpresas. A última meia hora é mais 'assustadora', é o momento que o filme já apresentou as coisas, já fez seu suspense, então tava na hora de soltar tudo e deixar o inferno rolar (desculpe o trocadilho). É tb a parte mais tensa do filme (sim, a tensão não para, aumenta cada vez mais). Gostei de ter bem poucas cenas de susto, de não ficarem forçando isso que nem muitos filmes do gênero fazem e que considero ridículo, mas ainda assim não precisava aumentar o áudio absurdamente nesses momentos Acertaram de um lado, erraram do outro. O final é agradável, só por ter fugido do clichê já valeu. Sério, o fato de terem encerrado daquele jeito foi muito gratificante. Aquela sensação de tempo perdido não existe nesse filme.

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SOBRE MIM

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Formado em jornalismo e futuro escritor de livros. Criei um blog em 2008 por curiosidade para reunir o que achava de melhor na internet. Em 2010 criei outro blog para críticas de filmes e afins. Buscando apresentar uma identidade mais pessoal, em 2014 reformulei ambos. Hoje servem mais como meios de divulgação para matérias que publico em outros sites.